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1.9.19

I'm scared.

I've never fallen from quite this high.

4.8.19

vazio.

Parece uma rotina. Algo tão quotidiano quanto o despertador que esquarteja o sono profundo. Noite após noite chega o momento em que a dor exacerbada se apodera da mente exausta. Os olhos perdem-se na luz forte do ecrã enquanto o entretenimento vai desfilando sem qualquer importância ou interesse. É um som mudo desprovido de qualquer sentido, apenas para preencher uma lacuna sensorial. De repente, aquilo que era apenas um ruído de fundo quase imperceptível, converte-se num tumulto demasiado complexo e com um peso incrivelmente possante. A força com que a debilidade existe em mim é impressionante. Este oxímoro ardil que surge e me estrangula com tanta persistência que juro que vou morrer de tão fraca que me sinto. Traçam-me o rosto quentes lágrimas, abundantemente e sem qualquer destino, criando um mapa ilegível. Também no meu rosto sinto um certo rubor e os meus lábios efervescem. Sinto que deveria ser o oposto, que deveria envolver-me uma sensação gélida que reflicta este estado de apatia, de efectivamente ir deixando de existir.

3.8.19

and I feel so lonely.


“And the danger is that in this move toward new horizons and far directions, that I may lose what I have now, and not find anything except loneliness.” 
― Sylvia Plath

12.7.19

trovoada.

O rugir intensivo da trovoada sobressalta-me com constantes arrepios. É só mais um dos tantos medos que assolam o espírito frágil. Estes raios estridentes de luz que rasgam a penumbra a seu belo prazer e sem qualquer sentido de forma ou direcção recordam-me o quanto se assemelham aos pensamentos sombrios que me fazem estremecer sem qualquer aviso prévio. Recortes voláteis de terror que emergem do esconderijo mais recôndito e obscuro do meu cérebro e me entorpecem os sentidos. A letárgica apatia que costuma pairar sem esforço é incomodada por este tumulto torrencial e, tal como na natureza, toda esta pressão exerce sobre mim um lamento que precipita abundantemente. Sinto o peso mórbido de cada suspiro e tento atenuar a tempestade que me desmorona, no entanto, tudo é transitório e amanhã já a trovoada terá desaparecido, ainda que me reste erguer os destroços de outrora.

alone.

“It would be too easy to say that I feel invisible. 
Instead, I feel painfully visible, and entirely ignored.” 
- Every Day, David Levithan.

2.7.19

So please just let me go.


Loving you, loving you leaves me hurt
All I do, all I do is get burnt
Loving you, loving you 
I cannot be loving you, loving you