Eu sou uma pessoa de pormenores, provavelmente por causa da minha péssima auto-estima e insegurança, creio sempre que não sou merecedora de grandes gestos, sentimentos e palavras por parte de outras pessoas e acabo por dar uma imensa importância aos detalhes quotidianos que a maioria aceita como um dado adquirido... também sei que ele nunca será mais do que um amigo, até porque ele merece alguém bem melhor do que eu, mas a verdade é que sabe tão bem todas as noites ler da parte dele palavras tão simples como "boa noite", "dorme bem", "até amanhã". Expressões que são atiradas todos os dias para um buraco negro no espaço, fazem-me esboçar um sorriso e acreditar que vou ter, de facto, uma boa noite e que vou dormir bem e que amanhã isso se voltará a repetir. Enfim, o meu mal claramente é o sono que me faz divagar demasiado. Amanhã há mais.
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22.5.15
10.5.15
carpe diem, yolo, hakuna matata...
o que lhe quiserem chamar. A verdade é que já há uns tempos que me ando a sentir completamente despreocupada com as pequenas coisas que me levavam a crer que era neurótica, paranóica, wtv. Ando genuinamente feliz e alegre e acho que até sei o motivo, mas prefiro não dar demasiada importância senão ainda estrago tudo, as usual. Só sei que amanhã vou passar uma noite que espero que seja memorável com algumas das pessoas que mais amo e aproveitar cada segundo! Na quinta faço anos e na sexta vou à queima de Coimbra com a melhor das melhores amigas e quero divertir-me ao máximo e ouvir The Kooks ao vivo e dançar e sorrir.
Noutra altura, perante uma semana como esta, eu estaria a stressar com tudo e mais alguma coisa, principalmente com o facto de ter que sair da minha zona de conforto, estar com imensa gente, apanhar comboios, bla bla bla, mas a verdade é que ultimamente alguém tem-me influenciado de forma positiva, tem-me feito ver que preciso de deixar de ser tão assustada e nervosa, preciso de aproveitar melhor a vida, deixar de "querer" estar sozinha, não ligar ao que os outros pensam, arriscar em situações que por muito que eu pense que não vou gostar, porque nunca experimentei, no fundo, até quero e acabo por desfrutar muito mais esses momentos. Acima de tudo só tenho sentido que devo e quero ser eu própria, sem me auto-julgar ou sem deixar que a opinião dos outros importe e afecte as minhas decisões, principalmente no que toca a divertir-me e deixar-me levar pela vida.
16.4.15
epifanias
Todos os dias nos vemos obrigados a competir pela excelência, a ultrapassar obstáculos até atingir o topo, a modificar defeitos até atingir a perfeição. A verdade é que odeio a perfeição, odeio não por não a conseguir atingir, mas por ser algo quase exigido todos os dias não só pela sociedade que nos rodeia bem como por nós próprios, pela mentalidade de cada um. No fundo, a perfeição não existe sequer, muito menos nos seres humanos, sejam eles como forem, melhores nisto ou melhores naquilo, nunca são nem nunca serão perfeitos, estaremos longe de o ser. Persistimos em criticar os outros e nos auto-criticar, levando a crer que isso poderá melhorar algo em nós ou nos outros, quando há um conceito estereotipado sabe-se lá porquê ou por quem. Para ser sincera, o que estou a tentar transmitir com esta divagação é que cada um é como é, não percebo porquê que temos que ter "defeitos" ou porquê que têm que ter uma conotação tão negativa quando, no fundo, são características que nos definem, que nos dão identidade e personalidade. Olhamos para outras pessoas, reparamos nos traços ditos negativos e tentamos evitar sem sequer dar o benefício da dúvida, como se nós próprios fôssemos perfeitos ou melhores, quando são conceitos absolutamente abstractos e diferentes para cada um. A ironia de que temos que controlar tudo em nós, tudo no mundo, quando um dia vamos simplesmente desaparecer enquanto que o resto do mundo, mesmo aquilo em que não há vida, persiste.
Enfim, aqui fica o meu desabafo após me ter recriminado por ter cedido ao ímpeto de passar pelo McDonald's quando ando há coisa de um mês a saladas, sopas e fruta para tentar melhorar (entre outras coisas como a saúde) os ditos defeitos estereotipados sabe-se lá porquê ou por quem.
3.4.15
sem sentido.
ontem fui um neologismo, hoje sou uma antítese. residem em mim atitudes contraditórias derivadas de sentimentos paradoxais. sou um todo que nada quer. a minha mente contrai-se com o amontoado de vozes familiares, no entanto, não consegue suportar o vazio do silêncio absoluto. o passado insiste e o futuro intimida. detenho em mim uma personalidade de oposições que teimam em controlar algo que não sei ser...
30.3.15
innocuus.
sou um neologismo. tenho em mim pequenos nadas que vou encontrando perdidos por aí, à medida que percorro um lugar vazio sem saída. sou um tumulto de características sem nexo. sou um conto sem moral. sou a aspiração sem realização. a verdade é que existo sem persistir, mas insisto em existir. sou eu.
20.1.15
das futilidades
Acabei de cortar o cabelo a mim própria pela terceira vez, cortei cerca de três mãos de comprimento, foi uma mudança radical que já andava com vontade de fazer desde que entrei de férias, mas que por causa deste frio imenso andava a adiar. Agora foi de vez!
20.6.14
Das coisas que me irritam:
Pessoas do sexo feminino dizerem "obrigado" e pessoas do sexo masculino a dizerem "obrigada".
14.6.14
little pieces
Ultimamente ando numa de posts longos, não sei se é bom ou mau, ou se tem que ser alguma coisa. Entrei no modo férias apesar de ter exames. A verdade é que este (suposto) último ano de licenciatura foi esgotante e até algo desmotivador... Meti-me na comissão de faina (praxes) porque gostei de ser praxada (e nem me vou pôr no modo defensora de praxe, portanto leitores com complexo Meco nem chateiem com isso), porque queria trajar e praxar em conjunto com aquela que considero a minha família de Aveiro e, claro está, para ter uma experiência a acumular às que já ganhei ao longo destes 3 anos. Mas claro está, algumas coisas correm mal. A dose de exigência aumentou drasticamente, os sentimentos pelo R. continuam a destruir-me lentamente, problemas de saúde que teimam em descontrolar-me emocionalmente (ainda mais) e fisicamente, e ainda mais a praxe. Tudo isto tornou este ano demasiado cansativo. Deixei duas cadeiras por fazer no 1º semestre e vou deixar uma (por amor de Deus que seja só uma!!) por fazer também este semestre. Claro que eu queria terminar a licenciatura no tempo dela e partir directamente para o mestrado que realmente tem a ver comigo. Mas vai ser impossível. Não sei o que fazer para o ano com cadeiras em atraso e ainda o mestrado, quero dedicar-me exclusivamente ao estudo embora saiba que devia tentar arranjar algo que me desse experiência de trabalho e algum dinheiro que também dava algum jeito... Mas pensar em mudança deixa-me absolutamente assustada, eu sei que preciso de mudar e andar com a vida para a frente, tenho tantos planos, tantas coisas que queria fazer, mas sou uma pessoa passiva e agarrada mais ao passado que ao futuro, é difícil para mim tomar uma decisão deste tamanho assim tão antecipadamente, quando nem os objectivos a curto prazo eu tenho força de vontade suficiente para os realizar. Deixa-me triste, a sério que sim. Alguém quer trocar de personalidade comigo?
Enfim, este post ia ser só e exclusivamente dedicado ao jantar que fiz hoje para mim e para os meus pais e que, apesar de ser muito simples, ficou excelente e todos o gabaram!
Wraps com molho rosa, alface, cenoura, cogumelos, rebentos de soja, cebola, peito de frango desfiado e queijo mozzarela ralado! Pequenos pormenores que, em conjunto, fizeram uma refeição extremamente saborosa!
Ao som de:
18.9.13
Desabafo:
Apetece-me chorar. Detesto que a minha personalidade tenha mudado tão rápido. Que tudo o que sempre fui tenha voltado ao de cima tão rápido! O primeiro ano da universidade foi tão bom, estava tão bem com a minha nova maneira de ser positiva e alegre, sociável e confiante. Apaixonei-me e foi tudo à vida. Odeio ser tão influenciável... agarrar-me demasiado às pessoas e desiludir-me. Odeio pensar demasiado nas coisas, misturar o sonho com a realidade de tal forma que só me sinto a cair na escuridão quando na verdade as coisas não são como eu as interpretei na minha cabeça. Odeio pensar que os amigos que fiz no primeiro ano podem achar-me cada vez mais irritante e começarem a fartar-se cada vez mais. Odeio não me sentir capaz de fazer novas amizades porque já não consigo sair deste lado deprimido outra vez! E depois todas as circunstâncias da minha vida actualmente só me deixam cada vez mais em baixo. Deixa-me desmotivada sentir que a única pessoa que ainda me compreende e ajuda está a passar por uma doença tão grave que a pode levar à morte, que a minha família não ande a passar pela melhor das fases... Estou mesmo cansada de mim, mas de tal forma que sinto que já nada vai conseguir mudar outra vez! Sinto que tive a minha oportunidade de mudar, mudei e, à primeira dificuldade, voltei para o lado negro e depressivo de mim.
4.8.13
Das dúvidas existenciais:
Se eu perdesse a memória e encontrasse este blog, o que será que eu pensaria de mim?
17.7.13
À procura de Alaska.
"- Credo, não vou ser uma daquelas pessoas que fica sentada a falar acerca do que vai fazer. Vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.
- Hã? - perguntei.
- Passamos a vida inteira encurralados no labirinto, a pensar em como sairemos dele um dia e em como será espetacular, e a imaginar que o futuro nos mantém a andar, mas nunca de lá saímos. Limitamo-nos a usar o futuro para fugir ao presente."
Nunca me identifiquei tanto com uma passagem de um livro como com esta... A verdade é que sou muito assim, uso o futuro e até o passado para fugir ao presente, mesmo com coisas pequenas como ir ao dentista e na minha cabeça repete-se:"pensa que daqui uma hora ou duas já isto ficou para trás e já não te está a doer!". Mas no fundo é como se fosse uma cura para acabar com um mal talvez ainda mais grave da minha personalidade que é a ansiedade e o medo antecipado. Em vez de pensar:"ai não quero ir, vai doer imenso!" simplesmente penso que isto vai ser mais uma mera dor das muitas que ficaram para trás e que me demonstram que eu consigo sobreviver... Gostava de ser mais espontânea e apenas viver o momento seja ele qual for, sem pensar no que já aconteceu de semelhante ou do que virá a seguir!
5.5.13
Eu podia ter sido a primeira Madeleine:
Quando eu era pequena, naquela idade em que se começa a aprender a ver as horas, eu e a minha family fomos dar um passeio como muitos que demos e fomos até Tomar. Eu tinha recebido há pouco tempo o meu primeiro relógio (dos teletubbies) e estava um pouco adoentada, então o meu pai e os meus irmãos queriam dar mais uma volta pela cidade mas como eu estava mesmo mal, a minha mãe decidiu ir comigo para a nossa carrinha. A caminho, numa rua qualquer, aparece uma velha que me agarra com bastante força pelo pulso do dito relógio a tentar tirar-me da minha mãe que, do outro lado, também me agarrava para que não me conseguissem levar. Nisto aparece um homem e a velha fica assustada e vai-se embora a correr. Como já estávamos perto, fomos também a correr para a carrinha e trancámo-nos lá a telefonar ao meu pai para se despacharem. O meu relógio estava todo estragado e desde aí que, apesar de gostar bastante de relógios, nunca mais consegui aguentar mais que um dia com um relógio no pulso. Pronto, isto foi provavelmente a primeira experiência traumática que tive (sim, eu sou uma pessoa com muitas experiências traumatizantes -.-) na minha vida. Alguém teve algum episódio assim do género?
7.12.12
Today I Feel Like...
Eu devia sair da vida das pessoas de vez!
Todos os dias se acentua um bocadinho esta sensação de estar a mais no mundo...
Mas sempre que tento abstrair-me do que me rodeia e centrar a minha personalidade apenas para mim, vêm-me com perguntas e depois sinto que se preocupam e ficam com a sensação de que o faço de propósito, mas estou cansada sei lá, estou cansada de não conseguir disfarçar mas ao mesmo tempo de mostrar mais do mesmo. Eu sou assim. Sempre fui, mas houve uma pausa e agora as pessoas desconfiam de alguém que antes nunca tinham visto. Well, eu vi isso praticamente toda a minha vida. Sempre fui assim e ninguém melhor que eu tem saudades da pessoa que fui no ano passado, mas antes do ano passado foram 18 anos disto. Um buraco negro jamais se transforma numa estrela, por muitas que engula.
14.11.12
"Quando eras criança, o que ambicionavas para o futuro?"
Bem, eu tinha uma pancada por cavalos e queria ser cavaleira de hipismo mais do que tudo xD (eu nem nunca tive aulas de equitação sequer, mas pronto...). Depois quando comecei a ter mais noção da realidade achei que podia ser veterinária. Enfim... tem tudo a ver com o meu curso de Línguas e Estudos Editoriais! xD
Requested by: Daniela.
1.11.12
Paula asked me
"Se tu fosses outra pessoa, mas tu existisses, ias gostar de ser tua amiga?"
A minha resposta foi directa e sem hesitações: Não, ia odiar-me...
Ora, se eu sendo eu, não gosto de mim e estou constantemente a desejar que fosse outra pessoa, se tivesse oportunidade de o ser e alguém ficasse com a minha personalidade/corpo/vida porque haveria de me querer por perto?
I wonder why some people really like me. I'm a mess.
Se porventura alguém deixar aqui um comentário do tipo:"oh és nada, bla bla bla whiskas saquetas", não é por maldade a essas pessoas (que no fundo estão só a ser simpáticas) mas os meus primeiros pensamentos vão ser que me estão simplesmente a consolar e a ser simpáticas, não porque é verdade. Sorry, this is me.
24.9.12
verdade.
Apesar de toda a gente reclamar da chuva, eu acho que ela fez uma visita que já era precisa. E eu adoro chuva, gosto mesmo. Não digo que goste mais do sol, sinceramente há alturas que gosto mais do sol e outras que gosto mais da chuva. E eu já sentia falta destes dias assim, frios, cinzentos, com este cheiro característico e esta chuva refrescante. Adoro estar na minha varanda e sentir a chuva nas minhas mãos, adoro estar a adormecer e sentir-me reconfortada na minha cama com chuva a fazer aquele barulho agradável. Gosto.
21.9.12
warm cup, warm heart
Ai a sério que para mim este é um daqueles prazeres gustativos (e olfactivos) que infelizmente não cabe nem na minha dieta, nem na minha rotina. É daquele tipo de coisas que fico mesmo muito triste pelo meu organismo não aceitar bem! Mas agora soube-me bem uma caneca de café com um pauzinho de canela. Juro que soube mesmo bem! Comecei assim o meu Outono, com a boca e o espírito bem quentinhos.
19.9.12
Desabafo
Ando tão desmotivada. Odeio o mês de Setembro, sempre odiei. Ando apática, ando sem vontade de nada, sonolenta. Ando com a sensação de que vou ter uma explosão de choro a qualquer momento. Ando mesmo... As coisas passam-me pela frente e nem reparo. Ando esquecida de tudo e de todos. Não me sinto bem em O.H. por nunca ter momentos só meus, sem ouvir ninguém como não me sinto bem em Aveiro por estar sempre sozinha e, no entanto, se estou com as pessoas que mais adoro tanto num sítio como noutro e aparentemente me estou a divertir e a sorrir e distraída, há sempre algo, uma conversa, um gesto, há sempre um pormenor que me relembra que sou, por natureza, uma pessoa pessimista e depressiva. Andei o primeiro ano da licenciatura sempre alegre, pensei que tinha conseguido modificar quem era definitivamente, mas meteram-se as férias e o isolamento outra vez e foi como que uma saudade até de quem eu era. Mas agora, agora incomoda-me mesmo estar assim. E ao mesmo tempo só me apetece conformar que sou assim.
Eu não gosto de ser assim. Adorei a pessoa que fui no ano passado. Realmente uma pessoa se não está bem consigo própria, não está bem com o mundo, seja no norte ou no sul, nas montanhas ou na praia. É impossível. Quero tanto voltar a ganhar aquela vida que já acredito que existe em mim... Acho que o único momento em que me sinto mais abstraída destes sentimentos mais propícios é mesmo nas aulas de condução. É aquela novidade diferente, cativante que me torna numa aventureira de mim própria. Há falta de acção na minha vida, a verdade é essa... Não gosto da mudança e da novidade mas ao mesmo tempo fazem-me bem estes pequenos momentos de agitação e desafio. Eu quero mesmo acreditar que se estou assim é porque algo bom irá acontecer brevemente e me vai mudar outra vez, mas até lá...
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