I hate to be so weak… I hate that I miss them
so much I can’t live properly and make them proud of me even though they’re not
here anymore… I hate that I can’t overcome the loss of the only people that not
only made me feel safe but also made me feel I could conquer my fears. I hate
that our story is fading away as time passes. I hate that I keep overthinking
supposed signs that keep appearing and I don’t know how to interpret them… I
hate that I don’t have my grandparents wisdom and love to guide me through dark
times anymore… I hate that I can’t be with them anymore and hug them so tight
we could merge into only one soul. I hate that I miss them so much and I can’t
do anything about it…


Há bocado encontrei este postal que me escreveste pelo meu oitavo aniversário... Dez anos antes de morreres, sem sequer poderes cumprir a tradição de me presenteares com os postais de anos mais bonitos e simbólicos do mundo no meu décimo oitavo aniversário, aquele que me lembro de ter sido o mais triste de sempre... Hoje encontrei este e desatei a chorar porque é inevitável não sentir tanta tristeza cada vez que me apercebo que não estás cá, que não é apenas a distância de quilómetros a separar-nos, mas sim uma distância para além de física... Mas também porque o nosso pinheiro mais cedo ou mais tarde será deitado abaixo... Aquele que me lembro de ter sido o meu primeiro e maior medo de sempre, que me preenchia as noites de pesadelos tumultuosos e acordavam as noites de cá de casa com gritos e lágrimas da minha parte e ninguém entendia porquê... Ninguém a não ser tu! Parece que foi ontem que te sentaste comigo e quiseres ter uma conversa séria comigo, uma conversa que se tornou num dos momentos de maior união e cumplicidade entre nós. Entendeste os meus medos, explicaste-me a importância da natureza, ajudaste-me a tornar um momento tão difícil num dos mais bonitos de sempre. Atribuíste o meu aniversário ao pinheiro e conferiste-lhe uma idade. Aquilo que era o maior monstro da minha vida tornou-se num dos nossos melhores amigos!
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar...