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7.9.18

I just hate this so much.

Odeio sentir-me tão vulnerável. Odeio ter noção que tenho uma mente fraca e que sou facilmente controlada pelo pessimismo. Odeio desatar a chorar a meio da noite. 
Parece estar tudo a correr tão bem, mas não está. Pensei que sair de casa deles e ter o meu próprio espaço facilitaria. Mas esta cidade relembra-me todos os dias que os perdi. E aqui estou eu, sozinha, mais uma vez a ouvir a música que me acompanhou em noites consecutivas de choro compulsivo, tal como neste momento. 
Como é que é possível continuar a sentir tanta dor dentro de mim? 

17.12.17

197.

I hate to be so weak… I hate that I miss them so much I can’t live properly and make them proud of me even though they’re not here anymore… I hate that I can’t overcome the loss of the only people that not only made me feel safe but also made me feel I could conquer my fears. I hate that our story is fading away as time passes. I hate that I keep overthinking supposed signs that keep appearing and I don’t know how to interpret them… I hate that I don’t have my grandparents wisdom and love to guide me through dark times anymore… I hate that I can’t be with them anymore and hug them so tight we could merge into only one soul. I hate that I miss them so much and I can’t do anything about it…


Há bocado encontrei este postal que me escreveste pelo meu oitavo aniversário... Dez anos antes de morreres, sem sequer poderes cumprir a tradição de me presenteares com os postais de anos mais bonitos e simbólicos do mundo no meu décimo oitavo aniversário, aquele que me lembro de ter sido o mais triste de sempre... Hoje encontrei este e desatei a chorar porque é inevitável não sentir tanta tristeza cada vez que me apercebo que não estás cá, que não é apenas a distância de quilómetros a separar-nos, mas sim uma distância para além de física... Mas também porque o nosso pinheiro mais cedo ou mais tarde será deitado abaixo... Aquele que me lembro de ter sido o meu primeiro e maior medo de sempre, que me preenchia as noites de pesadelos tumultuosos e acordavam as noites de cá de casa com gritos e lágrimas da minha parte e ninguém entendia porquê... Ninguém a não ser tu! Parece que foi ontem que te sentaste comigo e quiseres ter uma conversa séria comigo, uma conversa que se tornou num dos momentos de maior união e cumplicidade entre nós. Entendeste os meus medos, explicaste-me a importância da natureza, ajudaste-me a tornar um momento tão difícil num dos mais bonitos de sempre. Atribuíste o meu aniversário ao pinheiro e conferiste-lhe uma idade. Aquilo que era o maior monstro da minha vida tornou-se num dos nossos melhores amigos!
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar... 

29.7.13

dia não:

Não dormi nada, no máximo duas horas e assim que adormeci tive sonhos parvos como ter enfiado a Emma (a tartaruga) num recipiente cheio de coca-cola e ela começar a inchar como se fosse explodir a qualquer momento com os olhos super assustados... Acordei com dores abdominais com vontade de vomitar cada vez que me encolhia um milímetro que fosse. Só me apetece chorar. Porque não consigo parar de pensar se ela estará bem ou não. E pensamentos sobre ela fazem-me neste momento pensar neles e é tudo muito triste e apesar do sol brilhar eu só sinto arrepios e quero mesmo chorar mas não consigo porque basicamente não me é permitido e a vida é uma merda mas também não posso dizer isto porque ao contrário das pessoas que mais admiro na vida não posso dar-lhes a única coisa que não consigo aproveitar.

8.2.13

Today I Feel Like...

Hoje pode ser um dia de muita alegria porque na maior parte das escolas é o festejo de Carnaval. Para mim hoje não é um dia muito feliz. Aliás, para mim faz hoje dois anos que foi o pior dia da minha vida... Hoje é o dia em que a minha máscara cai. Mal consigo abrir os olhos de ter adormecido já com lágrimas. Faz hoje dois anos que o Avô morreu.
Ninguém sabe o esforço que estou neste preciso momento a fazer para não desatar a chorar... Não estou sozinha em casa por isso tenho que me conter. Eu vou ser forte.
Enfim, só vos venho desejar um bom Carnaval, porque eu duvido que tenha coragem ou vontade de postar alguma coisa aqui nos próximos dias. Quanto ao desafio de Fevereiro, já deixei posts agendados. Quem me dera que tivesse chegado o WTJ hoje para eu me poder distrair...

24.12.12

:'(





Nestas alturas fazes-me (ainda) mais falta Avô! :'(
Tenho tantas saudades tuas... nem acredito que já é o segundo Natal que passo sem a tua presença. A presença mais importante de todos os Natais. :( Adoro-te!





(24 de Dezembro de 2008)

12.6.11

Previously on Blogo de Notas...

A vontade de chorar foi a mesma que há quatro meses, tentei reter o máximo de lágrimas possível, mas estas três gerações de mulheres tem chorado bastante, é inevitável, uma começa e é quase como que uma corrente indescritível... Por muito que tentemos ser fortes, a falta que sentimos de ti sobrepõe-se a tudo! E então naquele sítio... aquele que tanto nos dizia a nós dois... a mim continua a dizer, sabes? Vou para a fonte e sento-me lá, como antes... Mas agora olho para aquele banco que espera por alguém que já não vem, e sinto vontade de te ver meditar sobre um algo que nunca soube desvendar. Sinto vontade de ouvir o teu timbre de voz, um pouco rouco sábio dos tempos, e já não é possível. Mas nunca o esqueci. Nem os traços do teu rosto. Nem um único segundo dos que passei na tua companhia! Nunca esqueci nada de ti depois da tua morte. Seria suposto? Bem... penso que há coisas que desaparecem da nossa memória sem que consigamos perceber porquê, mas de ti, nunca esqueci nada. E não permitirei esquecer!

No entanto, já me conformei (se é que isso é possível) e cheguei à conclusão que, no sítio onde fazes mais falta, nunca faltarás, que é o meu coração!

Amo-te muito Avô!
10 de Junho de 2011