You're breaking, you're wasting me
Can this be love?
Is this?
Whose love is this? What is wrong with you?
I don't know
No place in you for me
Well me, I need you so.
"Tens de ser mais forte, e nao te deixares ir abaixo tão facilmente. Eu sei que andas em baixo. Sei que nao deve de ser facil estar tanto tempo longe de casa, a situação com o ricardo deve te ter deixado em cacos, mas tens de ser forte e seguir em frente e aproveitar enquanto podes. Não tarda nada, estamos todas licenciadas e cada uma segue para caminhos diferentes e aí vamos olhar para trás e sentir muitas, mas mesmo muitas saudades destes anos. Não quero que as memorias dos anos que passaste comigo sejam manchadas pelos momentos que passaste deprimida, mas sim pelos momentos de gargalhadas, jogos de cartas, almoços no forum, praxes, dormidas em tua casa, pawn shop, os hãms da lili etc etc." - said P.
Por muito que tente concentrar-me apenas nos estudos, se a minha cabeça apanha um minuto sossegada esta tristeza apodera-se de mim com uma facilidade... e desato a chorar porque ainda por cima estou sozinha e não tenho medo que alguém me veja. Estou cansada de tudo, estou farta de mim. Isto nunca vai passar pois não? É como se a minha personalidade fosse uma camisa e à medida que fui crescendo, o ferro simplesmente chegava ao bolso do lado esquerdo e estava tudo tão amarrotado que o ferro foi vincando e vincando e não há maneira de ficar tudo direitinho...
Hoje pode ser um dia de muita alegria porque na maior parte das escolas é o festejo de Carnaval. Para mim hoje não é um dia muito feliz. Aliás, para mim faz hoje dois anos que foi o pior dia da minha vida... Hoje é o dia em que a minha máscara cai. Mal consigo abrir os olhos de ter adormecido já com lágrimas. Faz hoje dois anos que o Avô morreu.
Ninguém sabe o esforço que estou neste preciso momento a fazer para não desatar a chorar... Não estou sozinha em casa por isso tenho que me conter. Eu vou ser forte.
Enfim, só vos venho desejar um bom Carnaval, porque eu duvido que tenha coragem ou vontade de postar alguma coisa aqui nos próximos dias. Quanto ao desafio de Fevereiro, já deixei posts agendados. Quem me dera que tivesse chegado o WTJ hoje para eu me poder distrair...
Não é por mal, mas já ando farta de estar aqui em casa... Tenho saudades de Aveiro, da minha autonomia. Estou cansada deste frio penetrante, de estar sozinha todo o dia em casa (com a companhia da gata pois...). Já cá estou há imenso tempo... Estou cá desde Dezembro apesar de ter ido no início de Janeiro a Aveiro por causa dos exames. Estou farta deste aborrecimento e poder até fazer alguma coisa mas não conseguir por causa deste ar gelado da serra que me faz doer todos os dias as articulações e só me dá vontade de comer chocolate. Os meus irmãos também já não vêm a casa nem sei se há duas ou três semanas, quando saio de casa é para ir para as aulas de condução. Quero voltar a Aveiro...
“A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!”
devia ser nisto que o meu cérebro pensava a cada um dos (mais de 5) despertadores que ia repondo à medida que acordava... A verdade é que acabei de acordar (em definitivo). Lembro-me que houve uma altura que simplesmente me fartei de ter que estar sempre a mexer no telemóvel e pus o último para as 16h (que pelos vistos não foi preciso). Não acordei com fome (o que também é estranho porque o meu jantar ontem foi cedo e pouco) mas entretanto já comi uma taça de sopa. Sinto-me em baixo e eu sei porquê... pelos mesmos motivos que me sentia todas as terças no semestre passado. Não vou dizer aqui a merda que fiz ontem à noite porque sei que há gente que aqui vem e ia ficar desiludida comigo e sinceramente estou cansada de desiludir pessoas e sinto que elas próprias já estão cansadas de se desiludir comigo... Ano Novo, a mesma merda. É por estas e por outras que detesto o ano novo, porque toda a gente parece renovada e disposta a lutar pelos seus objectivos e eu pareço querer continuar sempre agarrada ao passado como se de uma droga se tratasse. Enfim, claro que sonhei toda a manhã com este tipo de coisas...
Tenho que ir estudar, já bastaram todas as discussões que tive com o meu pai por causa da universidade.
Uma das vantagens que mais amo em morar numa quinta isolada de tudo e de todos, é que nestes dias de inverno mascarado de primavera, consigo mesmo chegar a vislumbrar uma felicidade simples, aquela que eu gosto mais. Aquela que não é vivida de uma maneira exagerada e quase que imposta, mas sim calma, despercebida... aquela que é encontrada em pequenos detalhes como um bom livro, um pufe numa varanda inundada de um sol acolhedor e brisa ligeira, uma companhia amena de uma gata e uma tartaruga que, tal como eu, desfrutam destes prazeres amenos mas importantes. Aquele tipo de felicidade efémera que mesmo quando vem a noite não traz logo a nostalgia depressiva dessa felicidade ter acabado, mas sim a esperança e convicção de que no dia seguinte haverá mais. Aquele tipo de felicidade que sabemos que não depende unicamente de nós, e que, quando acabar, podemos ter a consciência tranquila de que a aproveitámos e não fomos os culpados pelo seu fim. Aquele tipo de felicidade, aquele tipo de felicidade...
Todos os dias se acentua um bocadinho esta sensação de estar a mais no mundo...
Mas sempre que tento abstrair-me do que me rodeia e centrar a minha personalidade apenas para mim, vêm-me com perguntas e depois sinto que se preocupam e ficam com a sensação de que o faço de propósito, mas estou cansada sei lá, estou cansada de não conseguir disfarçar mas ao mesmo tempo de mostrar mais do mesmo. Eu sou assim. Sempre fui, mas houve uma pausa e agora as pessoas desconfiam de alguém que antes nunca tinham visto. Well, eu vi isso praticamente toda a minha vida. Sempre fui assim e ninguém melhor que eu tem saudades da pessoa que fui no ano passado, mas antes do ano passado foram 18 anos disto. Um buraco negro jamais se transforma numa estrela, por muitas que engula.
Há dias que me levam o coração... Hoje, é um deles. Hoje, sou nada,
penso nada, sinto nada, quero nada. Não, nem a ti te quero. Vai-te
embora, por favor, quero ficar sozinha. Hoje já sou só o vazio que
cá deixaste. Hoje...