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9.10.16
28.8.16
17.7.16
what is life?
Há mais de um mês que não vinha aqui e não, não é propriamente por falta de novidades ou vontade de as partilhar aqui no cantinho virtual, simplesmente tenho andado numa correria imensa. Este é, sem sombra de dúvida, o verão mais atribulado da minha vida. O itinerário tem sido feito maioritariamente de comboio entre OH, Coimbra, Aveiro, Porto e Póvoa de Varzim, felizmente o sul ainda não quer nada comigo, nem no que toca a férias (sendo neste caso infelizmente...). O estágio tem corrido bem, tenho trabalhado em vários projetos editoriais, dois principais e que faziam parte do meu plano de estágio, estão agora em fase de paginação na gráfica, pelo que estas próximas semaninhas vou ter um pouco de descanso (espero eu) do estágio (tirando a parte do relatório, a esse vou ter que me dedicar substancialmente...). Pontos altos deste mês so far: tenho tentado manter uma alimentação em condições; apesar do stress tenho consigo ser mais optimista no meu dia-a-dia; fui duas vezes à gráfica assistir ao desenvolvimento da impressão e brochura de um outro projeto editorial anterior o que foi extremamente enriquecedor e interessante; a J. defendeu a tese dela e pude estar presente para apoiá-la e poder comemorar com ela; ainda que seja algo bastante triste, é um ponto alto deste mês, a minha saída definitiva de Aveiro, já deixei tudo minimamente arrumado no quarto para no final de Julho ir buscar tudo; a mãe fez 60 anos e passámos um dia em família tranquilo em Góis onde visitámos três praias fluviais; e para esta semana que começa amanhã começa também o BookTube-A-Thon, a maior maratona literária do mundo, na qual vou participar, sendo que irei tentar postar mais no The Bookmark e estou bastante entusiasmada por tal.
| Praia Fluvial de Góis. |
| Praia Fluvial da Cabreira. |
| Praia Fluvial das Canaveias. |
24.4.16
16.4.16
em abril, lágrimas mil.
Ainda nem uma hora tinha passado desde que tinha chegado à biblioteca. Já tinha requisitado os livros que precisava e estava no meu lugar com o computador ligado e os apontamentos do relatório do estágio ao lado. Liguei a soundtrack do 5 cm por second, abri o word e comecei a escrever. Ainda só ia no segundo parágrafo quando recebi uma chamada do meu irmão mais velho. Desliguei-lha e mandei-lhe uma sms a dizer que estava sozinha na biblioteca e não podia atender, se era muito importante. Ele disse que sim. Levantei-me e dirigi-me à saída da biblioteca para lhe telefonar sem incomodar ninguém. Não foi preciso, ele estava ali. "Olha, é a avó...". Não foi preciso mais nada, dirigi-me de volta à minha secretária, arrumei tudo tentando conter a tremenda tristeza que sentia naquele momento. Assim que saí da biblioteca e senti o ar gelado bater-me na cara, desatei a chorar. Fui a chorar todo o caminho de Aveiro até Coimbra. Abracei a minha mãe com a força de quem nunca a quer perder como ela tinha acabado de perder a dela.
Na capela recebi as condolências de diversas pessoas, tanto familiares como amigos. O caixão permaneceu sempre fechado e fiquei agradecida por assim ser, relembrando o choque em que tinha ficado quando, na vez do meu avô, eu mal aguentei assim que abriram o caixão dele e toda a expressão dele era oposta à que lhe conheci toda a vida. Preferi guardar na memória como me despedi dela com um beijinho na testa quando a tinha ido ver pela última vez ao hospital, três dias antes e me tinham dito que ia ter alta... Preferi guardar todas as vezes que me fez sorrir ao longo dos meus quase 23 anos, com banhos no alguidar no terraço, passeios por Sacões, conversas saudosistas do tempo dela, entre muitos outros momentos que irei relembrar sempre.
A noite de terça para quarta foi terrível. Dormi na cama dela, cá em baixo. No andar de cima estavam todos: os meus pais, os meus irmãos e a minha madrinha. Quis ficar sozinha, mas não preguei olho a noite toda. Doía-me terrivelmente a cabeça e sentia-me enjoada. Às 7h da manhã a minha mãe teve que ir a uma farmácia comprar comprimidos para todos nós, mais ninguém conseguia dormir. Descansei brevemente das 7h às 9h e voltei para a Capela. Uma senhora amiga da minha avó veio dar-me os sentimentos e, talvez numa tentativa de me fazer sentir melhor, disse-me que a minha avó me adorava e que tinha chorado muito há 5 anos quando optei por ir estudar para Aveiro e não ficar em Coimbra com ela. Fiquei transtornada, chorei imenso. A minha madrinha reparou e tirou-me dali. Levou-me à Almedina (um pouco contra a minha vontade pois eu queria estar na Capela, junto da minha mãe) e comprou-me um livro de Albert Camus. Voltámos, estava quase a ser a missa.
Entrou um padre bastante velhinho e começou a falar. Nunca gostei muito de missas, especialmente neste contexto, são sempre as mesmas palavras, sempre o mesmo ambiente pesado de morte. Esta foi diferente. O padre citou escritores como Pessoa e Torga e nesses momentos, senti que eram mais palavras do meu Avô que de Deus. O padre nunca falou em morte, falou sempre em viagem pascal ao reencontro de quem já tinha ido. Nunca falou em despedida, mas sim num até já. De certa forma, as palavras dele foram reconfortantes e sem a conotação infeliz que uma missa de funeral tem sempre. Seguimos para Viseu. Nunca tinha assistido a uma cremação, mas sempre foi este o desejo da minha avó. Entrámos na sala da despedida onde já estava o caixão. Três paredes brancas e a que dava acesso à sala do forno tinha uma paisagem verde, bastante calma e pacífica. Assim que abriram essa parede, comecei a perder o controlo de mim mesma e as lágrimas começaram a escorrer de forma inesperada mas angustiante. Apenas um pensamento me veio à cabeça. Era isto que ela queria. Fui forte e dei o braço à minha mãe que, apesar de tudo se encontrava serena. Ela e o meu tio tinham optado por não ficarem com as cinzas e, no fim, o senhor do crematório veio perguntar-nos se queríamos ver o sítio onde as cinzas iam ficar. Ficámos surpreendidos e, de certa forma tranquilos, ao vislumbrar um pedaço relvado com uma pedra de mármore gravada com "Jardim das Memórias" e um pequeno buraco onde por cima ia levar todas as flores que lhe foram postas na Capela.
Apesar de não estar mais fisicamente comigo, daqui para a frente ia continuar cada vez em mais sofrimento devido às doenças e apesar de ter custado vê-la partir, ia custar ainda mais vê-la aqui a sofrer. Restam as memórias e todos os ensinamentos e experiências que me foi proporcionando desde pequena, todos os traços de personalidade que directa ou indirectamente influenciou em mim. Partiu, mas ficará para sempre em mim e em cada um que conviveu com ela. Não é um adeus, é um até já.
28.3.16
you either win or learn.
Este fim de semana soube-me particularmente bem. Sentir a família unida, conversas e risos às refeições. Visitámos a avó, que infelizmente está cada vez pior e é triste senti-la afastar-se da vida gradualmente. Comprámos flores novas que plantámos. Vi o pai a transformar blocos de madeira em peças absolutamente maravilhosas no torno. Tirei imensas fotografias. Vimos um documentário sobre o Vietname. Matei saudades da gata.
Ontem à noite voltei a Aveiro e estabeleci objectivos para esta semana, fiz uma lista e, agora, tenho estado a ouvir motivational podcasts de um programa chamado Zig Zaglar enquanto arrumo a casa para depois trabalhar nas tarefas do estágio que propus a mim própria para esta semana. É segunda-feira, está um tempo bastante triste e cinzento e eu sou facilmente influenciada pela preguiça e tristeza, so let's get some motivation and do some work. Amanhã há mais.
Ontem à noite voltei a Aveiro e estabeleci objectivos para esta semana, fiz uma lista e, agora, tenho estado a ouvir motivational podcasts de um programa chamado Zig Zaglar enquanto arrumo a casa para depois trabalhar nas tarefas do estágio que propus a mim própria para esta semana. É segunda-feira, está um tempo bastante triste e cinzento e eu sou facilmente influenciada pela preguiça e tristeza, so let's get some motivation and do some work. Amanhã há mais.
21.3.16
it still amazes me.
the lack of sleep I've been feeling lately. Back in the old days it was the part of the day I enjoyed the most because I could dream, I could let the imagination fly to different worlds. Nowadays it has a whole new meaning like if I sleep my head will stop being "entertained" and will think about all these bad things that I feel inside of me, and I know I'm not prepared to deal with all those scary emotions. Just by acknowledging this, I can already feel the tears stream down my face. I just saw the film "pretty woman" for the first time, I don't really know why I've never seen it before because I completely adore Julia Roberts, but anyway, I finished it and of course it has a happy ending, I smiled the entire time, but now I'm writing this and I just feel like shit, honestly. I don't even know why I'm not writing in Portuguese, but then again, the least thing I want is to feel this sad, and perhaps writing this in a different language will create distance between words and reality. Or I'm just fooling myself into it.
There are no happy endings, the end is the worst and saddest part. And now it comes the deepest cause of my unhappiness. My grandma was diagnosed with accelerated dementia. One of my favorite people is losing everything, both physical and mentally capacities. She remembers stuff from the past, but doesn't recognize it as the past. She will probably forget me someday. The same way sometimes she talks about my grandpa like he's still alive, she might one day forget that I exist, that I'm her youngest granddaughter, the one she always cared so much for. And the truth is, she might not understand what's happening to her, but I am. She might forget me, but I'll never forget her. She might not suffer from this, but I am. It hurts me so much seeing her like her whole life was a lie, like the people she created and took care of and loved don't exist anymore in her mind. It hurts me to think that every day I make an effort to live a good life and be happy, when in the end it's just oblivion and pain and nothing was worth it.
25.12.15
21.11.15
cenas.
Sabe bem estar em casa. Já se sente o frio característico desta região e, apesar de tudo, é reconfortante sentir o inverno regressar aos poucos. Tenho imenso que estudar para um exame que vou ter na próxima sexta e não me apetece nada, só me apetece estar no minecraft. Convidaram-me para fazer parte do staff e, ainda que seja muito noobzinha para já, sabe bem poder contribuir com pouco que seja e fazer parte da comunidade de lá. Assim que cheguei a casa a gata veio a correr para mim, sabe que preciso de mimos e não me larga. Na quarta foi um dia feliz, estive com as minhas meninas da licenciatura em Aveiro, de quem já tinha imensas saudades e fez-me bem passar uma tarde acompanhada e a sorrir. Tive dois 16 na universidade o que também foi bom e deixou a avó feliz por estar tudo a correr bem. Nem acredito que falta menos de um mês para deixar de estudar... Enfim, chega de novidades por hoje. Vou aproveitar a companhia da família e da gata, que dura pouco tempo! Amanhã há mais.
14.11.15
22.9.15
16.5.15
do coração.
Esta semana tem sido absolutamente incrível! Logo às doze badaladas tive uma surpresa minecraftiana de uma pessoa que surgiu recentemente na minha vida, mas que tem vindo a ter uma presença diária impressionante. Segunda e terça passei com as minhas meninas de Aveiro, foi bom estarmos todas outra vez juntas como se tempo algum se tivesse passado desde a última vez, a cumplicidade, as memórias, os risos, todos os elementos fizeram parte de uma divertida noite de enterro! Na quinta realizei os meus 22 aninhos, na presença da Paula e da Ângela, em Aveiro, foi um dia mais calminho, mas igualmente agradável! Ontem entrei no comboio e segui em direcção a Coimbra para estar com a melhor das melhores! Fui à queima das fitas com a Vanda a quem agradeço eternamente a sua presença incondicional desde há tanto tempo. Fui ver The Kooks que, para quem segue este blog, já deve ter percebido que é uma constante na banda sonora e gostei imenso do concerto ao vivo. Vi o nascer do sol e aproveitei a boleia dos manos para voltar à casa que me viu crescer ao longo deste tempo. Recebi miminhos e prendinhas da minha maravilhosa família. Mas claro, um momento de celebração como um aniversário tem sempre o seu lado mais nostálgico, vemos a vida a passar por nós mais rápido do que nos apercebemos diariamente e recordamos aqueles que são especiais, mas que não estão mais connosco. A todos esses, havendo dois em destaque, que saibam que me lembro sempre deles e que me fazem muita falta, que estou feliz e sigo o meu caminho sempre com esperança de que se orgulhem de mim como se orgulhavam outrora.
If you could see me now,
If you could see my smile,
Oh, would you be proud?
5.4.15
look straight ahead and don't look back.
Tudo o que é bom acaba depressa. Esta semaninha de completo dolce fare niente (apesar de ter muito que estudar, não peguei quase em nada) repleto de família, minecraft, gata, anime, música, casa, etc. lá se acaba hoje à noite quando regressar a Aveiro. Por um lado faz-me falta a rotina e a independência, gerir o tempo e o espaço a meu belo prazer, mas por outro vão ser pelo menos duas semanas sem voltar a casa e a anteriormente independência reverte-se para mera solidão. Enfim, a vida tem que seguir em frente e eu tenho que fazer o que me compete! Até logo Aveiro.
22.2.15
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