Começo a perceber um bocado a atracção da maioria das mulheres por homens problemáticos, os "bad guys". Eu tenho tendência pelos bonzinhos e ou me calham gays ou homens divorciados e com filhas... Quando é que a vida se tornou tão... adulta? Bah.
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18.6.20
26.5.20
farsa.
Que teatro, que fingimento, que falsidade! As personagens são dissimuladas em tudo, até ao mínimo respirar, ao insignificante piscar de olhos. As suas falas são puros momentos de calúnias compulsivas, motivadas por escândalos descomunais.
E são armadilhas, teias de rudeza tecidas por enormes aracnídeos da sociedade. Predadores de pequenos insectos que surgem neste mundo apenas com esse propósito. Serem comidos!
O tom da minha caligrafia acentua-se e agora observo que até a ponta da caneta consegue ter mais força para suportar o peso das minhas palavras. Palavras que cortam a pele mais delicada, confundem mentes débeis, atacam corações imperfeitos.
Cena após cena, a manipulação continua. No fim de todos os actos o público aplaude na sua ingenuidade, sem sequer desconfiarem do conteúdo escondido nas didascálias. Assim que a pesada cortina cai, é levantado o pó da realidade e, com ele, o choque da verdade. A irritabilidade por se ter caído nas manápulas do engano. A mágoa e desilusão por se ter confiado a vulnerabilidade própria num alguém desprezível. Infelizmente de farsas está a literatura repleta, esta será só mais uma a acumular...
3.5.20
26.4.20
Ainda da minha triste vida
O meu chefe (lol) marcou-me num daqueles desafios de partilhar 10 álbuns de música que goste e marcar mais 10 amigos. Por incrível que pareça é-me mais difícil arranjar as 10 pessoas que os álbums...
19.2.20
sem rumo.
Permito-me a divagar na inocência que transborda do seu curso. De forma cautelosa, desbravo o nevoeiro cerrado do desconhecido. Rumo alheada de obstáculos ou inimigos. Sou prudente. Tento acreditar que o destino estará próximo, mas sou ingénua. Meto-me sempre no barco sem remos e menosprezo os perigos. Sei que não padeço da ignorância que leva muitos ao fundo, nem tão pouco da ganância de ser o primeiro a chegar. Simplesmente sou apanhada pela ingenuidade da minha boa fé. Não me apercebo da quantidade de braços que existem e perco-me sempre nos errados. Ramificações que perduram e, por fim, desvanecem sem qualquer aviso. Sei que tenho de retroceder, vogar contra a maré, mas sofro por instantes. Deixo-me ancorar no desgosto desta ilusão. É provisório ainda que no momento pareça que escolhi a vocação errada. Talvez não seja feita para me aventurar em águas negras e obscuras. Talvez andar à bolina não seja a melhor opção, devia estar preparada com um leme estável, que me guie devidamente. Não é fácil esta vida náutica, para tantos outros parece ser uma sensação deslumbrante, sentir a pacatez da brisa na haste, o burburinho das ondas suaves contra o casco de uma embarcação sólida... Mas eu perco-me nos momentos mais tempestuosos. Restam-me os resistentes faróis que se esforçam por me dar uma réstia de coragem para não desistir deste mar turbulento. Talvez um dia também eu encontre o meu porto. Talvez.
17.1.19
esta semana.
5 taças de cereais por lavar na cozinha e uma embalagem XXL de kit kats no caixote do lixo. Come and get me. Or make me real food, because I'm a bit lost without you. Perdi conta à quantidade de episódios de friends que vi para ter a cabeça ocupada, mas sem me obrigar a pensar. Demasiadas músicas em repeat. Este blog voltou a ganhar vida (o que nem sempre é bom...). So, I guess 2019 gets to be bad, right? Right.
Ugh.
12.1.19
living is easy with eyes closed.
obrigo-me a abrir os olhos. sinto a claridade com uma violência absurda e tento mais uma vez. e mais uma. e outra logo a seguir. tento exasperadamente encarar a realidade. já nem sequer é de manhã. sinto o peso exagerado de cada centímetro da minha pele e forço-me a sair do casulo que me acolheu tão calorosamente de noite. a gata chama-me. apesar de ter uma vida mais rotineira que a minha, mas sem qualquer responsabilidade, encara o dia com uma vivacidade que invejo. não sinto qualquer vestígio de apetite, mas obrigo-me a comer o mínimo que seja, não vá voltar a cair no círculo vicioso de outrora. que era o que devias fazer! tento evitar ao máximo, mas a minha cabeça inunda-se de pensamentos que não quero. assim como a forte dor de cabeça que teima em aparecer dia após dia. e eis que surge a questão. e se tomasses a caixa toda de comprimidos? refugio-me na série de sempre até serem horas de me expor ao mundo. sem grandes pressas visto o do costume e rodo a chave da porta, esperando com grande fé não encontrar ninguém até à porta do prédio. desço a rua até à passadeira. sinto logo a voz. e se desses um passo antes do tempo, sincronizando-te com aquele carro que vem a toda a velocidade? mas ele passa levando-me apenas as pontas do cabelo com ele. entro finalmente no autocarro e arranjo o meu lugar solitário. agrada-me aquele solavanco constante e por instantes perco o meu olhar nas luzes que se esbatem na penumbra e que ludibriam a minha mente momentaneamente. mas e se de repente tudo fosse interrompido por um acidente catastrófico? gostaria que a deambulação permanecesse, mas chego à paragem final. chego ao emprego. 4 horas de um teatro distorcido que me distrai um pouco do que mora cá dentro. agradeço a boleia e regresso ao lugar vazio de sentimentos. regressa o momento que ansiei veementemente a cada segundo do meu dia. o de fechar os olhos.
7.9.18
I just hate this so much.
Odeio sentir-me tão vulnerável. Odeio ter noção que tenho uma mente fraca e que sou facilmente controlada pelo pessimismo. Odeio desatar a chorar a meio da noite.
Parece estar tudo a correr tão bem, mas não está. Pensei que sair de casa deles e ter o meu próprio espaço facilitaria. Mas esta cidade relembra-me todos os dias que os perdi. E aqui estou eu, sozinha, mais uma vez a ouvir a música que me acompanhou em noites consecutivas de choro compulsivo, tal como neste momento.
Como é que é possível continuar a sentir tanta dor dentro de mim?
25.7.18
definição de 2018 até agora.
É surreal a velocidade estonteante de tudo o que tem acontecido este ano... Estive perto de dois anos em casa a ver ofertas de emprego, mandar CV's e stressar imenso quanto ao facto de arranjar o meu primeiro emprego... Bastou a iniciativa de me ir registar ao centro de emprego e toda uma sucessão de acontecimentos me trouxe até aqui, até esta montanha russa que ainda não chegou ao fim. Fiz a minha primeira formação remunerada (e espero que última) que me obrigou a sair da zona de conforto e vir pedir estágio à Almedina onde fiquei a ter o meu primeiro contacto com o mercado de trabalho durante 4 meses e aprendi imenso... Enquanto isso tive que voltar a lidar com a solidão de viver sozinha ao mesmo tempo que tive de lidar com o facto de estar numa cidade e casa que me traz demasiadas memórias dos meus avós e isso na maioria das vezes não é saudável porque me deixa num estado de profunda tristeza. Tive que conhecer uma cidade que nunca tinha explorado sozinha antes... Ainda na Almedina, a duas semanas do estágio acabar, fui chamada para duas entrevistas no período de 5 dias e fui aceite naquele que é o meu primeiro e actual emprego: um part-time como livreira na Fnac. Com isso ainda mais mudanças e responsabilidades acresceram: tive que tirar o meu passe de autocarro e fazer mil horários que se ajustem aos meus turnos rotativos, tive que ir à minha primeira consulta de trabalho, tive que assinar o meu primeiro contrato de trabalho, tive de me adaptar a um novo espaço, novas pessoas e novos métodos... Quando de repente sabemos que a casa dos avós tinha sido vendida... a casa em que eu estou a viver... a casa em que eles viveram mais de 50 anos... Para além de toda a questão emocional que é remexida cada vez que se remexe na casa, também houve um stress da questão pragmática de onde iria viver a seguir... E assim se inicia mais uma mudança, mais um espaço novo, mais um ritmo diferente. E por aqui ficamos, mas 2018 ainda tem mais 5 meses pela frente e tanta coisa pode ainda acontecer... por enquanto, vou só ficar à espera do meu primeiro ordenado oficial que chegará daqui a uns dias e, apesar de ser pequeno, será recebido com uma dose enorme de orgulho e felicidade!
24.7.18
11.6.18
bittersweet.
Já só falta esta e mais duas semanas na livraria. Já dou por mim a olhar para eles e a pensar:"bolas, eu vou ter saudades desta gente". E dos clientes habituais, e de arrumar livros e pensar na quantidade deles que levaria para casa se pudesse, e daquela sensação de felicidade e orgulho sempre que consigo recomendar um livro a alguém, entre tantas outras coisas que me fizeram chorar, sorrir, ter medo, fazer crescer... Decobri capacidades que nem sabia que tinha e superei obstáculos que no início pareciam gigantes. Foram 4 meses cansativos, com altos e baixos mas, acima de tudo, 4 meses muito felizes que eu não me importava nada de prolongar...
10.5.18
de mal a pior.
É impressionante (e de certa forma triste) a maneira como eu já consigo perceber que estou à beira de um ataque de choro... Neste momento estou a meio de um e para além do stress e cansaço que tenho sentido nas últimas semanas por variados motivos, hoje foi um daqueles dias em que me virei para a comida da maneira errada, em que tentei entreter o meu cérebro ao máximo para evitar isto e sei lá...
Para além de tudo o que tem acontecido ultimamente e que nem tem aparecido no blog porque já cá não ponho os pés (as mãos?) há praticamente um mês, já ando a sofrer por antecipação em relação ao futuro que, mais uma vez vai ser incerto...
O facto de na próxima segunda-feira ficar mais velha um ano também não facilita, porque é mais um ano que muitos dos objectivos ditos normais de vida (trabalho, casa, namorado, etc.) ainda não foram cumpridos e sabe-se lá quando serão... it sucks.
No sábado encontrei-me com a M. e sei que com ela posso ter conversas mais profundas que não são comuns de se ter com qualquer amigo e demos por nós a comentar que o nosso problema é pensar demasiado, que a maioria das pessoas não parece pensar tanto ou deixar-se afectar tanto pelos seus pensamentos, que provavelmente a ignorância é realmente a melhor maneira de se ser feliz porque simplesmente não há margem para prever o que pode correr mal ou dar importância a sentimentos menos bons e isso permitir uma espontaneidade positiva... Para dar um exemplo muito simples disto, a maioria das pessoas da nossa idade já apanhou uma bebedeira de não se lembrar nada no dia seguinte e nós nunca conseguimos chegar a esse ponto porque 1. não achamos que precisemos de álcool para nos divertirmos mas, acima de tudo, porque não conseguimos perder esse auto-controlo, é-nos demasiado assustador imaginar todas as possibilidades do que poderá acontecer e acho que grande parte da população da nossa idade nem sequer pensa nisso... E como este exemplo tantos outros...
Enfim, já escrevi isto tudo e continuo aqui que nem uma madalena arrependida porque estes ataques são uma bola de neve e começo a chorar por um ou dois motivos e quando me apercebo já tenho tantas outras coisas que me deixam em baixo na cabeça... Não sei como lidar com isto, ir dormir também não é a melhor opção porque depois é como se me quisesse cada vez mais refugiar neste estado inconsciente e às tantas o meu cérebro já me começa a pedir um sono permanente e aí é quando bato no fundo mesmo...
Em relação a coisas boas, vamos lá ver... recomendei e vendi um livro da Beatrix Potter a uma senhora que ficou muito feliz (e eu também!), hoje consegui desenrascar-me com um senhor que queria encomendar um livro em francês e eu não estava a perceber patavina do que ele dizia, mas consegui não demonstrá-lo e fazer a encomenda do livro que o senhor queria (oui oui!!), tive conversas cultas com dois clientes, uma sobre Kotler na secção de gestão de empresas e outra sobre prémios nobel quando vendi um livro de Haruki Murakami a um cliente habitual (yeay me!), entre outras coisas que têm corrido bem na livraria e que em vez de me deixarem feliz e orgulhosa ainda me deixam mais frustrada e triste por tudo isto terminar no final de junho... Bah, vou mas é deixar de escrever por hoje, vemo-nos daqui a um mês outra vez...
12.2.18
a ficar extremamente farta desta situação.
Já lá vão 4 meses sem internet/telefone/televisão. Entre as imensas reclamações por telefone e na loja, acabámos por fazer uma por escrito no livro de reclamações. Era para ter vindo hoje uma equipa da meo cá a casa. Nem apareceram...
3.2.18
sigh.
Tive que parar de estudar para vir aqui descarregar o turbilhão de sentimentos que me estão a agitar neste momento... (as usual...)
But I wasn't ready then, and I'm still not...
Tenho sentido os níveis de stress aumentar substancialmente à medida que o tempo passa e sinto que Março está quase aí. E com ele a enorme responsabilidade de ter um emprego e todos os cenários que daí advêm. A sensação de estar a falhar em todos os aspectos da minha vida é constante e neste momento sinto-me à beira de um ataque de pânico porque sei que estou a criar demasiada pressão em mim própria face a coisas que neste momento ainda me são completamente desconhecidas. E isso por si só já é um motivo para eu andar tão nervosa... A vontade de sair deste sítio é maior do que nunca, mas já sinto as garras do conformismo a prender-me a força de vontade e a devorar-me a iniciativa que eu deveria estar a tomar em dar o primeiro passo... Parece tão fácil para os outros e, apesar da imensa vontade que sinto em ir, o medo é mais do que muito... Já estou a chorar e odeio-me ainda mais por isso, porque é a materialização do quão fraca sou, do quão fraca me sinto... Porque, para ser sincera, nos últimos tempos tenho-me sentido mesmo muito fraca, muito cansada... E eu sei que não é o cansaço normal porque já o senti antes e é o pior de cansaço que pode existir, é aquele que me leva até ao fundo do poço e me transforma no meu pior pesadelo. Só quero ter forças e coragem para enfrentar uma coisa que devia ser tão natural como respirar. Mas até isso custa ultimamente. Bah.
2.2.18
home.
Ninguém faz ideia do quão reconfortante é para mim ver o ambiente a transformar-se tão depressa! Fico tremendamente feliz por ver tufos de erva tão verde a espalhar-se e cobrir o terrível chão negro e logo pela manhã ouvir e ver passarinhos a chilrear e a esvoaçar entre os galhos mórbidos que ainda existem nas árvores... Pode parecer cliché ou parvo reparar nestas coisas, mas eu adoro a natureza, adoro estar envolvida nela e sentir que existe vida em todos os recantos! Não foi ao acaso que assim que me deparei com o cenário apocalíptico do pós-incêndio que desatei a berrar e a chorar que nunca mais conseguiria viver aqui, rodeada de um autêntico cemitério... Mas é uma sensação tão boa quase quatro meses depois ver que a natureza tem uma força impressionante e que, apesar de ter sido fustigada tão brutalmente, não baixou os braços e não desistiu, reuniu todas as forças que tinha e recomeçou do zero a viver!
29.1.18
calling in sick.
São 21h30 e já estou a cair para o lado. Honestamente hoje foi daqueles dias que se pudesse tinha dormido 24 horas seguidas porque mal consigo ter os olhos abertos de tão doente que me sinto... Hoje de manhã assim que a formadora me viu perguntou-me se estava doente e deixou-me vir embora uma hora mais cedo sem me marcar falta, it was really nice of her! Estas duas últimas semanas têm sido insuportáveis e não prevejo tempos mais fáceis, 2018 you were supposed to be great, what is happening?! Sinto-me tão cansada de tudo, se a vida é assim aos 24 tenho medo de como será aos 80, If I make it till then... Amanhã já vou ao médico, we'll see how it goes.
Oh, but the cutest thing just happened: Eu espirrei e a Tori que estava ao fundo da cama enroscada olhou para mim e ela própria também espirrou, o espirro mais pequenino e fofinho de sempre!
28.1.18
8.1.18
31.12.17
It feels like I only go backwards.
I was trying really hard to focus on a positive mindset for the new year, the internet will probably come back, I was hoping to go to Porto and Aveiro for the only week I have free and everything seemed like it was finally getting into place, that I had an oppportunity to start the year on a good and happy note. And when I embraced that positive thought and didn't mind to get my hopes high, life had to fuck everything like usually... I woke up this morning with a freaking pain in my chest and back and I could barely breath... I started crying because of the stupid bad luck I have. I just hate that I can't control things, my things, I hate that I let myself into thinking that everything will be fine and then everything just gets worse...
Now I'm in bed, in pj, listening and freaking out with all the fireworks because it reminds me of the explosions that happened during the fire, and I get this unsettling thought that any time soon something bad will happen... Like I'm not buried in shit already... I'm just so tired of everything going bad, I don't know how am I supposed to keep a positive mindset when I can't catch a break... I try to motivate myself and focus on the good things, but it's hard sometimes, specially when you try really hard to start over and fight for happiness but shit like sickness just keeps getting in the way...
I know I can't compare myself to others, because everyone has to deal with their own problems, but honestly sometimes I can't stop myself from thinking that some people have everything and I wish I had half of it...
Now while everyone goes celebrate the freaking new year I'll just go google how to not feel sorry for myself when everything sucks. Bye.
17.12.17
197.
I hate to be so weak… I hate that I miss them
so much I can’t live properly and make them proud of me even though they’re not
here anymore… I hate that I can’t overcome the loss of the only people that not
only made me feel safe but also made me feel I could conquer my fears. I hate
that our story is fading away as time passes. I hate that I keep overthinking
supposed signs that keep appearing and I don’t know how to interpret them… I
hate that I don’t have my grandparents wisdom and love to guide me through dark
times anymore… I hate that I can’t be with them anymore and hug them so tight
we could merge into only one soul. I hate that I miss them so much and I can’t
do anything about it…
Há bocado encontrei este postal que me escreveste pelo meu oitavo aniversário... Dez anos antes de morreres, sem sequer poderes cumprir a tradição de me presenteares com os postais de anos mais bonitos e simbólicos do mundo no meu décimo oitavo aniversário, aquele que me lembro de ter sido o mais triste de sempre... Hoje encontrei este e desatei a chorar porque é inevitável não sentir tanta tristeza cada vez que me apercebo que não estás cá, que não é apenas a distância de quilómetros a separar-nos, mas sim uma distância para além de física... Mas também porque o nosso pinheiro mais cedo ou mais tarde será deitado abaixo... Aquele que me lembro de ter sido o meu primeiro e maior medo de sempre, que me preenchia as noites de pesadelos tumultuosos e acordavam as noites de cá de casa com gritos e lágrimas da minha parte e ninguém entendia porquê... Ninguém a não ser tu! Parece que foi ontem que te sentaste comigo e quiseres ter uma conversa séria comigo, uma conversa que se tornou num dos momentos de maior união e cumplicidade entre nós. Entendeste os meus medos, explicaste-me a importância da natureza, ajudaste-me a tornar um momento tão difícil num dos mais bonitos de sempre. Atribuíste o meu aniversário ao pinheiro e conferiste-lhe uma idade. Aquilo que era o maior monstro da minha vida tornou-se num dos nossos melhores amigos!
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar...
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar...
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