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7.9.18

I just hate this so much.

Odeio sentir-me tão vulnerável. Odeio ter noção que tenho uma mente fraca e que sou facilmente controlada pelo pessimismo. Odeio desatar a chorar a meio da noite. 
Parece estar tudo a correr tão bem, mas não está. Pensei que sair de casa deles e ter o meu próprio espaço facilitaria. Mas esta cidade relembra-me todos os dias que os perdi. E aqui estou eu, sozinha, mais uma vez a ouvir a música que me acompanhou em noites consecutivas de choro compulsivo, tal como neste momento. 
Como é que é possível continuar a sentir tanta dor dentro de mim? 

25.7.18

definição de 2018 até agora.

É surreal a velocidade estonteante de tudo o que tem acontecido este ano... Estive perto de dois anos em casa a ver ofertas de emprego, mandar CV's e stressar imenso quanto ao facto de arranjar o meu primeiro emprego... Bastou a iniciativa de me ir registar ao centro de emprego e toda uma sucessão de acontecimentos me trouxe até aqui, até esta montanha russa que ainda não chegou ao fim. Fiz a minha primeira formação remunerada (e espero que última) que me obrigou a sair da zona de conforto e vir pedir estágio à Almedina onde fiquei a ter o meu primeiro contacto com o mercado de trabalho durante 4 meses e aprendi imenso... Enquanto isso tive que voltar a lidar com a solidão de  viver sozinha ao mesmo tempo que tive de lidar com o facto de estar numa cidade e casa que me traz demasiadas memórias dos meus avós e isso na maioria das vezes não é saudável porque me deixa num estado de profunda tristeza. Tive que conhecer uma cidade que nunca tinha explorado sozinha antes... Ainda na Almedina, a duas semanas do estágio acabar, fui chamada para duas entrevistas no período de 5 dias e fui aceite naquele que é o meu primeiro e actual emprego: um part-time como livreira na Fnac. Com isso ainda mais mudanças e responsabilidades acresceram: tive que tirar o meu passe de autocarro e fazer mil horários que se ajustem aos meus turnos rotativos, tive que ir à minha primeira consulta de trabalho, tive que assinar o meu primeiro contrato de trabalho, tive de me adaptar a um novo espaço, novas pessoas e novos métodos... Quando de repente sabemos que a casa dos avós tinha sido vendida... a casa em que eu estou a viver... a casa em que eles viveram mais de 50 anos... Para além de toda a questão emocional que é remexida cada vez que se remexe na casa, também houve um stress da questão pragmática de onde iria viver a seguir... E assim se inicia mais uma mudança, mais um espaço novo, mais um ritmo diferente. E por aqui ficamos, mas 2018 ainda tem mais 5 meses pela frente e tanta coisa pode ainda acontecer... por enquanto, vou só ficar à espera do meu primeiro ordenado oficial que chegará daqui a uns dias e, apesar de ser pequeno, será recebido com uma dose enorme de orgulho e felicidade! 

5.7.18

11.6.18

bittersweet.

Já só falta esta e mais duas semanas na livraria. Já dou por mim a olhar para eles e a pensar:"bolas, eu vou ter saudades desta gente". E dos clientes habituais, e de arrumar livros e pensar na quantidade deles que levaria para casa se pudesse, e daquela sensação de felicidade e orgulho sempre que consigo recomendar um livro a alguém, entre tantas outras coisas que me fizeram chorar, sorrir, ter medo, fazer crescer... Decobri capacidades que nem sabia que tinha e superei obstáculos que no início pareciam gigantes. Foram 4 meses cansativos, com altos e baixos mas, acima de tudo, 4 meses muito felizes que eu não me importava nada de prolongar... 

10.5.18

Lembrei-me agora:


Outra situação caricata que aconteceu na livraria esta semana! Uma cliente veio ter comigo e disse-me:"olhe estou à procura de um livro para um menino de 10 anos que vai fazer a comunhão e como ele gosta muito de cavalos e bricolagem queria saber se me arranja algo disso".
Pus o pessoal todo da livraria a tentar encontrar sugestões destas três palavras chave que nada têm a ver umas com as outras e lá fomos recolhendo alguma panóplia de recomendações para a senhora ver. Sabem qual foi o veredicto final? A senhora pôs tudo de lado e levou um livro escolhido por ela sobre o 25 de Abril... Gostava de ser mosca para ver a cara do miúdo quando abrir o presente!

de mal a pior.


É impressionante (e de certa forma triste) a maneira como eu já consigo perceber que estou à beira de um ataque de choro... Neste momento estou a meio de um e para além do stress e cansaço que tenho sentido nas últimas semanas por variados motivos, hoje foi um daqueles dias em que me virei para a comida da maneira errada, em que tentei entreter o meu cérebro ao máximo para evitar isto e sei lá... 
Para além de tudo o que tem acontecido ultimamente e que nem tem aparecido no blog porque já cá não ponho os pés (as mãos?) há praticamente um mês, já ando a sofrer por antecipação em relação ao futuro que, mais uma vez vai ser incerto... 
O facto de na próxima segunda-feira ficar mais velha um ano também não facilita, porque é mais um ano que muitos dos objectivos ditos normais de vida (trabalho, casa, namorado, etc.) ainda não foram cumpridos e sabe-se lá quando serão... it sucks. 
No sábado encontrei-me com a M. e sei que com ela posso ter conversas mais profundas que não são comuns de se ter com qualquer amigo e demos por nós a comentar que o nosso problema é pensar demasiado, que a maioria das pessoas não parece pensar tanto ou deixar-se afectar tanto pelos seus pensamentos, que provavelmente a ignorância é realmente a melhor maneira de se ser feliz porque simplesmente não há margem para prever o que pode correr mal ou dar importância a sentimentos menos bons e isso permitir uma espontaneidade positiva... Para dar um exemplo muito simples disto, a maioria das pessoas da nossa idade já apanhou uma bebedeira de não se lembrar nada no dia seguinte e nós nunca conseguimos chegar a esse ponto porque 1. não achamos que precisemos de álcool para nos divertirmos mas, acima de tudo, porque não conseguimos perder esse auto-controlo, é-nos demasiado assustador imaginar todas as possibilidades do que poderá acontecer e acho que grande parte da população da nossa idade nem sequer pensa nisso... E como este exemplo tantos outros... 
Enfim, já escrevi isto tudo e continuo aqui que nem uma madalena arrependida porque estes ataques são uma bola de neve e começo a chorar por um ou dois motivos e quando me apercebo já tenho tantas outras coisas que me deixam em baixo na cabeça... Não sei como lidar com isto, ir dormir também não é a melhor opção porque depois é como se me quisesse cada vez mais refugiar neste estado inconsciente e às tantas o meu cérebro já me começa a pedir um sono permanente e aí é quando bato no fundo mesmo... 
Em relação a coisas boas, vamos lá ver... recomendei e vendi um livro da Beatrix Potter a uma senhora que ficou muito feliz (e eu também!), hoje consegui desenrascar-me com um senhor que queria encomendar um livro em francês e eu não estava a perceber patavina do que ele dizia, mas consegui não demonstrá-lo e fazer a encomenda do livro que o senhor queria (oui oui!!), tive conversas cultas com dois clientes, uma sobre Kotler na secção de gestão de empresas e outra sobre prémios nobel quando vendi um livro de Haruki Murakami a um cliente habitual (yeay me!), entre outras coisas que têm corrido bem na livraria e que em vez de me deixarem feliz e orgulhosa ainda me deixam mais frustrada e triste por tudo isto terminar no final de junho... Bah, vou mas é deixar de escrever por hoje, vemo-nos daqui a um mês outra vez...

12.4.18

E é por estas e por outras que eu não gosto de finais em aberto.

Na livraria onde estou a estagiar é costume aparecerem clientes de outras nacionalidades: brasileiros, russos, ucranianos, etc. curiosamente hoje apareceu uma rapariga de origem oriental e fui eu que a atendi. No fim de lhe vender os livros, quando ia a entregar o recibo, ela faz-me a seguinte questão:"achas que sou Chinesa ou Japonesa?" Como é óbvio seria a última pergunta que imaginava ouvir da parte de uma cliente e fiquei um bocado encavacada mas, observadora como sou, reparei que ela tinha mexido num livro sobre o Japão e respondi:"Japonesa?" e ela:"Não, Chinesa", riu-se, virou costas e foi-se embora... 

27.3.18

vamos só dizer que é do cansaço, sim?

Eu considero-me uma excelente cozinheira tendo em conta que a maioria do que faço aprendi sozinha ou apenas de ver a minha mãe e avós, mas juro que às vezes sou uma autêntica desgraça que nem eu própria compreendo... Pus-me a fazer o jantar (e respectivo almoço de amanhã), achando na minha boa fé que uma porção de bacalhau à brás era suficiente para as duas refeições, atirando para o lado uma pencazita de brócolos cozidos. Depois de pôr a porção do tupperware sobraram-me umas três garfadas de bacalhau à brás... Que penso eu? Meh, bora misturar quinoa aqui pelo meio. Not sure if...

26.3.18

não sei o que me deu.

Tive que ir comprar roupa. Das cinco camisolas, três são cor-de-rosa...

1.3.18

fear doesn't shut you down, it wakes you up.


O medo sempre me tornou uma pessoa ansiosa, nervosa, receosa de tudo e todos. Foi-se acumulando em mim e apoderando a minha maneira de pensar e consequentemente de ser, alterando as minhas acções a seu belo prazer obrigando-me a dar a cara por ele e a sofrer com as consequências da sua influência na minha vida. Sempre me senti uma marioneta de mim própria, de uma voz interior que se sobrepunha a tudo o resto e deformava a minha personalidade. Fui-me tornando numa pessoa fraca e desistente de tudo aquilo que me metia medo, da mudança, da novidade, do desconhecido. Contornava situações, evitava pessoas e isolava-me da minha própria existência. 
Apesar de continuar a sentir essa ansiedade serpentear pelo meu corpo aquando confrontada pelas mesmas circunstâncias, hoje em dia vou tentando incutir em mim uma mentalidade oposta. É um jogo de forças no qual eu tenho que vencer. O medo não me deita abaixo, acorda-me. Faz-me querer espreitar por cima do muro alto da incerteza e vislumbrar toda uma paisagem de possibilidades. O que for será, mas hoje, hoje é um dia bom, um dia feliz. E se assim é, foi porque me sobrepus a esse medo e enfrentei pessoas e lugares novos que me assustavam de maneira inacreditável e incompreensível. Noutra altura tenho a certeza que não teria saído da minha zona de conforto e me deixaria debater por todas as questões duvidosas que o medo me colocaria na cabeça. Neste momento sei que ainda há um turbilhão de pequenas lutas a enfrentar, mas também sei que à medida que as luto e as vou vencendo, também me vou tornando mais forte. Não foi fácil, tive muitos momentos em que me deixei dominar pelos medos e pelas dúvidas, chorei bastante, por vezes senti-me derrotada, tremi muito, transpirei imenso, e o meu coração podia ter corrido uma maratona, mas compensou. Podia não ter compensado e teria que encarar na mesma como uma vitória e não como uma derrota, porque tentei. E prefiro saber que podia ter perdido a tentar do que simplesmente não ter tentado e ter perdido na mesma... Porque a vida é assim mesmo e o mundo é um lugar injusto em que muitas vezes o sentimento de solidão é maior pelo simples facto de que se não formos nós a ir à luta da nossa felicidade e do nosso bem-estar, mais ninguém irá... Felizmente foi uma vitória em ambos os sentidos. No sentido de que tentei e isso por si só já foi enorme, mas acima de tudo no sentido em que essa tentativa deu frutos e fui recompensada com um sim. E que venha ele! Estou tão nervosa, mas tão feliz que quase nem quero saber de mais nada a não ser de que finalmente vou ter algo que já queria há muito tempo... Vou viver!

Becoming fearless isn't the point.
That's impossible.
It's learning how to control your fear,
And how to be free from it.
- V. Roth, Divergent

30.10.16

but now days go by.

Fomos a Coimbra assistir ao concerto que o Coral e a Orquestra cá da terrinha deram no Mosteiro de Santa Clara. Já tive a oportunidade de os ver e ouvir em muitas outras circunstâncias, mas desta vez um sentimento de nostalgia apoderou-se intensamente de mim. Assim que começaram a tocar o genérico de Game of Thrones a minha pele arrepiou-se. Uma mistura de pensamentos fundiram-se na minha cabeça e a saudade atingiu-me. Larguei o conforto da minha cadeira, passei por um holofote que me confundiu a vista momentaneamente e permaneci de pé encostada à coluna do mosteiro que se encontrava mais próxima da orquestra. Filmei para a posterioridade, mas aquilo que observei foi momentâneo. Os olhares de cumplicidade entre alguns músicos da orquestra fizeram-me relembrar que também eu já estive do lado de lá, a sentir o nervo miudinho que antecede não só todo o espectáculo, mas também cada música do reportório. Recordei a sensação de felicidade e orgulho que é encontrar uma plateia a aplaudir e levantar-se perante uma música que enche a alma e que foi tocada por nós, pelos nossos instrumentos. Lembrei-me e tive saudades. Apesar de tudo, de ser como sou, de ter uma personalidade que prefere o isolamento, tive saudades de pertencer a algo, com alguém. Tive saudades de criar algo tão bom e contagiante aos outros. Tive.

16.10.16

16.5.15

do coração.

Esta semana tem sido absolutamente incrível! Logo às doze badaladas tive uma surpresa minecraftiana de uma pessoa que surgiu recentemente na minha vida, mas que tem vindo a ter uma presença diária impressionante. Segunda e terça passei com as minhas meninas de Aveiro, foi bom estarmos todas outra vez juntas como se tempo algum se tivesse passado desde a última vez, a cumplicidade, as memórias, os risos, todos os elementos fizeram parte de uma divertida noite de enterro! Na quinta realizei os meus 22 aninhos, na presença da Paula e da Ângela, em Aveiro, foi um dia mais calminho, mas igualmente agradável! Ontem entrei no comboio e segui em direcção a Coimbra para estar com a melhor das melhores! Fui à queima das fitas com a Vanda a quem agradeço eternamente a sua presença incondicional desde há tanto tempo. Fui ver The Kooks que, para quem segue este blog, já deve ter percebido que é uma constante na banda sonora e gostei imenso do concerto ao vivo. Vi o nascer do sol e aproveitei a boleia dos manos para voltar à casa que me viu crescer ao longo deste tempo. Recebi miminhos e prendinhas da minha maravilhosa família. Mas claro, um momento de celebração como um aniversário tem sempre o seu lado mais nostálgico, vemos a vida a passar por nós mais rápido do que nos apercebemos diariamente e recordamos aqueles que são especiais, mas que não estão mais connosco. A todos esses, havendo dois em destaque, que saibam que me lembro sempre deles e que me fazem muita falta, que estou feliz e sigo o meu caminho sempre com esperança de que se orgulhem de mim como se orgulhavam outrora.

If you could see me now,
If you could see my smile,
Oh, would you be proud?

10.5.15

carpe diem, yolo, hakuna matata...

o que lhe quiserem chamar. A verdade é que já há uns tempos que me ando a sentir completamente despreocupada com as pequenas coisas que me levavam a crer que era neurótica, paranóica, wtv. Ando genuinamente feliz e alegre e acho que até sei o motivo, mas prefiro não dar demasiada importância senão ainda estrago tudo, as usual. Só sei que amanhã vou passar uma noite que espero que seja memorável com algumas das pessoas que mais amo e aproveitar cada segundo! Na quinta faço anos e na sexta vou à queima de Coimbra com a melhor das melhores amigas e quero divertir-me ao máximo e ouvir The Kooks ao vivo e dançar e sorrir. 
Noutra altura, perante uma semana como esta, eu estaria a stressar com tudo e mais alguma coisa, principalmente com o facto de ter que sair da minha zona de conforto, estar com imensa gente, apanhar comboios, bla bla bla, mas a verdade é que ultimamente alguém tem-me influenciado de forma positiva, tem-me feito ver que preciso de deixar de ser tão assustada e nervosa, preciso de aproveitar melhor a vida, deixar de "querer" estar sozinha, não ligar ao que os outros pensam, arriscar em situações que por muito que eu pense que não vou gostar, porque nunca experimentei, no fundo, até quero e acabo por desfrutar muito mais esses momentos. Acima de tudo só tenho sentido que devo e quero ser eu própria, sem me auto-julgar ou sem deixar que a opinião dos outros importe e afecte as minhas decisões, principalmente no que toca a divertir-me e deixar-me levar pela vida.

1.7.13

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