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6.11.16

courage.

Este vai ser um longo e duro mês e eu preciso de começar a ser optimista em relação aos próximos tempos senão nada vai correr bem. Sem dúvida que o ponto mais alto vai ser a defesa do mestrado, estou absolutamente em pânico e, apesar de ainda ter cerca de 20 dias para me preparar, muita coisa se vai passar pelo meio a distrair-me, a preocupar-me, a cansar-me. Desde arrancar um siso, perder 2 quilos de forma saudável, ir a uma consulta de cirurgia plástica, devolver os equipamentos da NOS, ir a Aveiro encadernar os relatórios, fazer monitorização do peso, etc. eu estou completamente assustada e sem vontade de enfrentar tudo isto. Novembro, por norma, é um mês que eu até gosto muito, mas estou aterrorizada com o deste ano. O pior é que ainda nem começou e eu já estou com os pensamentos virados para o pessimismo, estar em casa não ajuda nada, há sempre gente, sempre barulho, sempre aquela sensação de demasiado conforto para me abstrair e concentrar-me em responsabilidades.
Preciso de me focar no importante, mesmo que não consiga concentrar-me no mês por inteiro, se me organizar semana a semana será tudo mais fácil. Ainda não ganhei coragem para começar a fazer o power point e treinar a apresentação e, tendo em conta que ter um discurso oral perante outros é o meu calcanhar de aquiles acumulado ao facto de ir arrancar um siso e ficar dias sem poder aproveitar para treinar, já devia estar a trabalhar nisso, mas a verdade é que ainda estou apavorada com a ideia de já ser este mês. Estive a arrumar o quarto de tarde, pelo menos o meu espaço está limpo e organizado, acho que isso é meio caminho andado para começar a semana com coragem para enfrentar tudo o que aí vem. 

18.9.16

it's okay!

Acordei com os olhos inchados e uma ligeira dor de cabeça. Ontem passei o dia todo de volta do relatório, só deixei por volta das 23h que foi quando me deitei, mas deixei feita uma lista de parâmetros que queria executar hoje no relatório. Já pintei as gavetas da secretária, já terminei de ler um livro, já apanhei figos, mas não consigo arranjar disposição para pegar hoje no relatório, sinto-me em baixo, nem tanto emocionalmente ou psicologicamente, mas sim intelectualmente, sinto-me casada do dia de ontem... o meu método de trabalho passa por fazer listas de tópicos que quero explorar, escrever tudo à mão, fazer sempre a pesquisa literária e, só depois disto, passar a computador e rever, fazer melhoramentos e alterações, etc. Sinto que faço sempre mais do que devia, talvez se escrevesse directamente no computador não me sentisse tão esgotada no fim e conseguisse até ser mais produtiva no sentido em que talvez conseguisse ter tempo de fazer mais e mais, mas a verdade é que não consigo... and that's okay! Prefiro saber que o que estou a fazer está a ser feito em condições ao olhar para a mesma frase várias vezes e tentar formulá-la o melhor que consigo, prefiro levar o meu tempo ainda que não consiga fazer mais do que gostaria, prefiro estar com a cabeça no sítio e disposição para enfrentar algo tão importante, exigente e de responsabilidade como é o relatório do mestrado. E se hoje não estou com estado de espírito para encarar essa realidade, não há problema! Prefiro deixar de lado e descansar ou distrair-me até voltar a sentir-me em condições de me sentar à secretária, do que ficar a remoer e a massacrar-me por não me conseguir concentrar e sentir-me culpada por achar que não estou a dar o meu melhor. Hoje é domingo, vou descansar, estar com a família, sorrir e aproveitar o sol. Tomorrow is a new day and hopefully I'll wake up with the right mindset! Amanhã há mais!

31.3.16

fuck.

I hate to be so weak. I hate that I can't overcome things. I hate to disappoint people who I admire.

21.3.16

it still amazes me.

the lack of sleep I've been feeling lately. Back in the old days it was the part of the day I enjoyed the most because I could dream, I could let the imagination fly to different worlds. Nowadays it has a whole new meaning like if I sleep my head will stop being "entertained" and will think about all these bad things that I feel inside of me, and I know I'm not prepared to deal with all those scary emotions. Just by acknowledging this, I can already feel the tears stream down my face. I just saw the film "pretty woman" for the first time, I don't really know why I've never seen it before because I completely adore Julia Roberts, but anyway, I finished it and of course it has a happy ending, I smiled the entire time, but now I'm writing this and I just feel like shit, honestly. I don't even know why I'm not writing in Portuguese, but then again, the least thing I want is to feel this sad, and perhaps writing this in a different language will create distance between words and reality. Or I'm just fooling myself into it. 
There are no happy endings, the end is the worst and saddest part. And now it comes the deepest cause of my unhappiness. My grandma was diagnosed with accelerated dementia. One of my favorite people is losing everything, both physical and mentally capacities. She remembers stuff from the past, but doesn't recognize it as the past. She will probably forget me someday. The same way sometimes she talks about my grandpa like he's still alive, she might one day forget that I exist, that I'm her youngest granddaughter, the one she always cared so much for. And the truth is, she might not understand what's happening to her, but I am. She might forget me, but I'll never forget her. She might not suffer from this, but I am. It hurts me so much seeing her like her whole life was a lie, like the people she created and took care of and loved don't exist anymore in her mind. It hurts me to think that every day I make an effort to live a good life and be happy, when in the end it's just oblivion and pain and nothing was worth it.

18.3.16

suddenly.

feeling extremely sad and not knowing why... I honestly hate this so much.


hold me close.

16.3.16

we're all damaged here.

Nem sei bem como começar este post. Fui pela primeira vez sozinha ao cinema. It was a big deal. Já perdi vários filmes por ter demasiado medo de enfrentar os olhares e comentários preconceituosos por uma rapariga de 22 anos ir sozinha ao cinema em pleno século XXI. Ainda que esses olhares e comentários só existam na minha cabeça... 
Este foi só mais um dos dramas que a ansiedade criou em mim. Achar que para realizar determinadas actividades ou ir a certos lugares são necessários pelo menos dois. Para muita gente isto pode parecer supérfluo ou até ridículo, mas ninguém faz ideia do quão nervosa eu estava quando saí da porta de casa hoje e caminhei até ao shopping. Uma vez lá, tentei percorrer uma loja de roupa até ganhar coragem. Cheguei à porta do cinema, faltavam 15 minutos para o filme começar. Voltei para trás e fui sentar-me num sofá a mandar sms's à minha melhor amiga inventando mil e uma desculpas, mais para mim que para ela, em como não ia seguir com o plano para a frente. 
Faltavam 5 minutos para o filme começar, levantei-me, entrei e fui ter com a senhora do balcão:"boa tarde, é um bilhete para o Convergente por favor". Agarrei na embalagem pequena das pipocas (que é demasiado grande para uma só pessoa) e lá segui eu para a sala número 6. Entrei na sala onde estavam dois casais... voltei a ouvir aquela voz interior irritante:"You don't belong here, You shouldn't be here alone!". Se há algo bom num cinema, é a falta de luz, acrescentando isso à minha pitesguice, lá consegui ignorar as restantes pessoas e ir até ao meu lugar. Uma fila só para mim. Acabaram por entrar mais duas pessoas sozinhas e lá consegui descontrair um pouco por eu não ser a única sem companhia ali. 
No fundo, isto tudo para dizer que apesar de o filme me ter desiludido um bocado em relação ao livro, it made me a stronger woman, ahah!

SPOILERS:
- Mudaram por completo o final do livro no filme... a protagonista não morreu como era suposto, nenhum bad guy morreu, a única que fez o sacrifício em prol de algo melhor foi a Tori e, de certeza, o único momento que abalou os corações das 6 pessoas que estavam naquela sala de cinema comigo;
- Que raio de cenário foi aquele?! Lá porque a humanidade anda em guerra e destrói tudo não significa que o planeta se transforme em Marte ao ponto de ficar tudo vermelho, cheio de crateras e chuva que mais parece sangue, put your shit together man!
- Estava tudo muito futurístico... os intrépidos passaram por tanto a aprender a lutar que nem o Jackie Chan para agora usarem drones?! E que raio de bolhas de plasma ou wtv eram aquelas em que eles esvoaçavam porque o ar era contaminado?! 
- Ok, o Tobias (Theo James) conseguiu ter um destaque maior no filme, podiam era tê-lo despido um bocadinho mais, se era para deixar toda a gente feliz com a maneira como alteraram o enredo então dessem um bocadinho daquilo que realmente as pessoas querem ver!