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8.6.20
Sigh...
Acho que não há medicação alguma que me tire os pesadelos durante a noite... Esta então, foram uns atrás dos outros...
26.5.20
farsa.
Que teatro, que fingimento, que falsidade! As personagens são dissimuladas em tudo, até ao mínimo respirar, ao insignificante piscar de olhos. As suas falas são puros momentos de calúnias compulsivas, motivadas por escândalos descomunais.
E são armadilhas, teias de rudeza tecidas por enormes aracnídeos da sociedade. Predadores de pequenos insectos que surgem neste mundo apenas com esse propósito. Serem comidos!
O tom da minha caligrafia acentua-se e agora observo que até a ponta da caneta consegue ter mais força para suportar o peso das minhas palavras. Palavras que cortam a pele mais delicada, confundem mentes débeis, atacam corações imperfeitos.
Cena após cena, a manipulação continua. No fim de todos os actos o público aplaude na sua ingenuidade, sem sequer desconfiarem do conteúdo escondido nas didascálias. Assim que a pesada cortina cai, é levantado o pó da realidade e, com ele, o choque da verdade. A irritabilidade por se ter caído nas manápulas do engano. A mágoa e desilusão por se ter confiado a vulnerabilidade própria num alguém desprezível. Infelizmente de farsas está a literatura repleta, esta será só mais uma a acumular...
16.3.20
Desespero.
O medo consome-me. Vou deambulando pela rua deserta de almas. Sei que é uma questão de tempo até a minha existência deixar este local. O vento intensifica-se, no entanto, esta sensação de sufoco torna-se superior. Sinto-me enclausurada na angústia de esperar pelo inevitável. Risos maníacos surgem do meu epicentro enquanto acordo na ilusão de que talvez tenha sido um pesadelo demasiado credível. Quando me apercebo que o riso é a expressão do desespero abominável então perco as forças. A realidade é tão mais dura quando ganhamos consciência. Muitos poderão invejar esta permissão de liberdade, esta personificação de tranquilidade. Ainda assim só me apetece correr, fugir, gritar, chorar. Estou farta. Por norma sou boa a fingir, mas neste caso tamanho teatro desgasta-me. Sinto a hipocrisia a corroer-me por dentro. Só quero que tudo acabe. Para o bem ou para o mal. só quero ser a regra e não a excepção. Fantasmas irreconhecíveis ludibriam a minha vontade, persistem na manipulação, e o pior é que eu sou apenas uma sombra cansada no interior do vazio e vou perdendo a lucidez do que é normal. Vou-me perdendo. E é apenas uma questão de tempo até a minha existência deixar este local, para sempre.
28.2.19
bah.
It's been a rough week. A Phoebe foi esterilizada e custou-me imenso vê-la sofrer e agora ter que a manter presa na marquise para recuperar... Só o simples facto de não a ter pela casa toda a correr e a saltar parece que me deixa a mim própria sem forças... Tenho estado mal da barriga todos os dias, dores de cabeça, dores de costas, mal consigo respirar, ando sem energia e sem motivação nenhuma! Ainda por cima soube que uma rapariga foi assaltada aqui ao pé de minha casa e ando extremamente apreensiva com isso. Até o trabalho tem sido horrível nos últimos dias, não tem aparecido ninguém à noite e ter que sair de casa para enfrentar 4 horas de puro aborrecimento é tão desmotivador... Hoping for better days.
18.1.19
12.1.19
living is easy with eyes closed.
obrigo-me a abrir os olhos. sinto a claridade com uma violência absurda e tento mais uma vez. e mais uma. e outra logo a seguir. tento exasperadamente encarar a realidade. já nem sequer é de manhã. sinto o peso exagerado de cada centímetro da minha pele e forço-me a sair do casulo que me acolheu tão calorosamente de noite. a gata chama-me. apesar de ter uma vida mais rotineira que a minha, mas sem qualquer responsabilidade, encara o dia com uma vivacidade que invejo. não sinto qualquer vestígio de apetite, mas obrigo-me a comer o mínimo que seja, não vá voltar a cair no círculo vicioso de outrora. que era o que devias fazer! tento evitar ao máximo, mas a minha cabeça inunda-se de pensamentos que não quero. assim como a forte dor de cabeça que teima em aparecer dia após dia. e eis que surge a questão. e se tomasses a caixa toda de comprimidos? refugio-me na série de sempre até serem horas de me expor ao mundo. sem grandes pressas visto o do costume e rodo a chave da porta, esperando com grande fé não encontrar ninguém até à porta do prédio. desço a rua até à passadeira. sinto logo a voz. e se desses um passo antes do tempo, sincronizando-te com aquele carro que vem a toda a velocidade? mas ele passa levando-me apenas as pontas do cabelo com ele. entro finalmente no autocarro e arranjo o meu lugar solitário. agrada-me aquele solavanco constante e por instantes perco o meu olhar nas luzes que se esbatem na penumbra e que ludibriam a minha mente momentaneamente. mas e se de repente tudo fosse interrompido por um acidente catastrófico? gostaria que a deambulação permanecesse, mas chego à paragem final. chego ao emprego. 4 horas de um teatro distorcido que me distrai um pouco do que mora cá dentro. agradeço a boleia e regresso ao lugar vazio de sentimentos. regressa o momento que ansiei veementemente a cada segundo do meu dia. o de fechar os olhos.
7.9.18
I just hate this so much.
Odeio sentir-me tão vulnerável. Odeio ter noção que tenho uma mente fraca e que sou facilmente controlada pelo pessimismo. Odeio desatar a chorar a meio da noite.
Parece estar tudo a correr tão bem, mas não está. Pensei que sair de casa deles e ter o meu próprio espaço facilitaria. Mas esta cidade relembra-me todos os dias que os perdi. E aqui estou eu, sozinha, mais uma vez a ouvir a música que me acompanhou em noites consecutivas de choro compulsivo, tal como neste momento.
Como é que é possível continuar a sentir tanta dor dentro de mim?
10.5.18
de mal a pior.
É impressionante (e de certa forma triste) a maneira como eu já consigo perceber que estou à beira de um ataque de choro... Neste momento estou a meio de um e para além do stress e cansaço que tenho sentido nas últimas semanas por variados motivos, hoje foi um daqueles dias em que me virei para a comida da maneira errada, em que tentei entreter o meu cérebro ao máximo para evitar isto e sei lá...
Para além de tudo o que tem acontecido ultimamente e que nem tem aparecido no blog porque já cá não ponho os pés (as mãos?) há praticamente um mês, já ando a sofrer por antecipação em relação ao futuro que, mais uma vez vai ser incerto...
O facto de na próxima segunda-feira ficar mais velha um ano também não facilita, porque é mais um ano que muitos dos objectivos ditos normais de vida (trabalho, casa, namorado, etc.) ainda não foram cumpridos e sabe-se lá quando serão... it sucks.
No sábado encontrei-me com a M. e sei que com ela posso ter conversas mais profundas que não são comuns de se ter com qualquer amigo e demos por nós a comentar que o nosso problema é pensar demasiado, que a maioria das pessoas não parece pensar tanto ou deixar-se afectar tanto pelos seus pensamentos, que provavelmente a ignorância é realmente a melhor maneira de se ser feliz porque simplesmente não há margem para prever o que pode correr mal ou dar importância a sentimentos menos bons e isso permitir uma espontaneidade positiva... Para dar um exemplo muito simples disto, a maioria das pessoas da nossa idade já apanhou uma bebedeira de não se lembrar nada no dia seguinte e nós nunca conseguimos chegar a esse ponto porque 1. não achamos que precisemos de álcool para nos divertirmos mas, acima de tudo, porque não conseguimos perder esse auto-controlo, é-nos demasiado assustador imaginar todas as possibilidades do que poderá acontecer e acho que grande parte da população da nossa idade nem sequer pensa nisso... E como este exemplo tantos outros...
Enfim, já escrevi isto tudo e continuo aqui que nem uma madalena arrependida porque estes ataques são uma bola de neve e começo a chorar por um ou dois motivos e quando me apercebo já tenho tantas outras coisas que me deixam em baixo na cabeça... Não sei como lidar com isto, ir dormir também não é a melhor opção porque depois é como se me quisesse cada vez mais refugiar neste estado inconsciente e às tantas o meu cérebro já me começa a pedir um sono permanente e aí é quando bato no fundo mesmo...
Em relação a coisas boas, vamos lá ver... recomendei e vendi um livro da Beatrix Potter a uma senhora que ficou muito feliz (e eu também!), hoje consegui desenrascar-me com um senhor que queria encomendar um livro em francês e eu não estava a perceber patavina do que ele dizia, mas consegui não demonstrá-lo e fazer a encomenda do livro que o senhor queria (oui oui!!), tive conversas cultas com dois clientes, uma sobre Kotler na secção de gestão de empresas e outra sobre prémios nobel quando vendi um livro de Haruki Murakami a um cliente habitual (yeay me!), entre outras coisas que têm corrido bem na livraria e que em vez de me deixarem feliz e orgulhosa ainda me deixam mais frustrada e triste por tudo isto terminar no final de junho... Bah, vou mas é deixar de escrever por hoje, vemo-nos daqui a um mês outra vez...
18.3.18
enjoy the show.
I'm just a little girl lost in the moment
I'm so scared but I don't show it
I can't figure it out, it's bringing me down
I know I've got to let it go and just enjoy the show
10.3.18
note to self.
you deserve this. you deserve happiness. so please don't get discouraged. nothing bad is going to happen.
1.3.18
fear doesn't shut you down, it wakes you up.
O medo sempre me tornou uma pessoa ansiosa, nervosa, receosa de tudo e todos. Foi-se acumulando em mim e apoderando a minha maneira de pensar e consequentemente de ser, alterando as minhas acções a seu belo prazer obrigando-me a dar a cara por ele e a sofrer com as consequências da sua influência na minha vida. Sempre me senti uma marioneta de mim própria, de uma voz interior que se sobrepunha a tudo o resto e deformava a minha personalidade. Fui-me tornando numa pessoa fraca e desistente de tudo aquilo que me metia medo, da mudança, da novidade, do desconhecido. Contornava situações, evitava pessoas e isolava-me da minha própria existência.
Apesar de continuar a sentir essa ansiedade serpentear pelo meu corpo aquando confrontada pelas mesmas circunstâncias, hoje em dia vou tentando incutir em mim uma mentalidade oposta. É um jogo de forças no qual eu tenho que vencer. O medo não me deita abaixo, acorda-me. Faz-me querer espreitar por cima do muro alto da incerteza e vislumbrar toda uma paisagem de possibilidades. O que for será, mas hoje, hoje é um dia bom, um dia feliz. E se assim é, foi porque me sobrepus a esse medo e enfrentei pessoas e lugares novos que me assustavam de maneira inacreditável e incompreensível. Noutra altura tenho a certeza que não teria saído da minha zona de conforto e me deixaria debater por todas as questões duvidosas que o medo me colocaria na cabeça. Neste momento sei que ainda há um turbilhão de pequenas lutas a enfrentar, mas também sei que à medida que as luto e as vou vencendo, também me vou tornando mais forte. Não foi fácil, tive muitos momentos em que me deixei dominar pelos medos e pelas dúvidas, chorei bastante, por vezes senti-me derrotada, tremi muito, transpirei imenso, e o meu coração podia ter corrido uma maratona, mas compensou. Podia não ter compensado e teria que encarar na mesma como uma vitória e não como uma derrota, porque tentei. E prefiro saber que podia ter perdido a tentar do que simplesmente não ter tentado e ter perdido na mesma... Porque a vida é assim mesmo e o mundo é um lugar injusto em que muitas vezes o sentimento de solidão é maior pelo simples facto de que se não formos nós a ir à luta da nossa felicidade e do nosso bem-estar, mais ninguém irá... Felizmente foi uma vitória em ambos os sentidos. No sentido de que tentei e isso por si só já foi enorme, mas acima de tudo no sentido em que essa tentativa deu frutos e fui recompensada com um sim. E que venha ele! Estou tão nervosa, mas tão feliz que quase nem quero saber de mais nada a não ser de que finalmente vou ter algo que já queria há muito tempo... Vou viver!
Becoming fearless isn't the point.
That's impossible.
It's learning how to control your fear,
And how to be free from it.
- V. Roth, Divergent
3.2.18
sigh.
Tive que parar de estudar para vir aqui descarregar o turbilhão de sentimentos que me estão a agitar neste momento... (as usual...)
But I wasn't ready then, and I'm still not...
Tenho sentido os níveis de stress aumentar substancialmente à medida que o tempo passa e sinto que Março está quase aí. E com ele a enorme responsabilidade de ter um emprego e todos os cenários que daí advêm. A sensação de estar a falhar em todos os aspectos da minha vida é constante e neste momento sinto-me à beira de um ataque de pânico porque sei que estou a criar demasiada pressão em mim própria face a coisas que neste momento ainda me são completamente desconhecidas. E isso por si só já é um motivo para eu andar tão nervosa... A vontade de sair deste sítio é maior do que nunca, mas já sinto as garras do conformismo a prender-me a força de vontade e a devorar-me a iniciativa que eu deveria estar a tomar em dar o primeiro passo... Parece tão fácil para os outros e, apesar da imensa vontade que sinto em ir, o medo é mais do que muito... Já estou a chorar e odeio-me ainda mais por isso, porque é a materialização do quão fraca sou, do quão fraca me sinto... Porque, para ser sincera, nos últimos tempos tenho-me sentido mesmo muito fraca, muito cansada... E eu sei que não é o cansaço normal porque já o senti antes e é o pior de cansaço que pode existir, é aquele que me leva até ao fundo do poço e me transforma no meu pior pesadelo. Só quero ter forças e coragem para enfrentar uma coisa que devia ser tão natural como respirar. Mas até isso custa ultimamente. Bah.
25.1.18
today is just one of those days...
Em que logo pela alvorada é uma batalha insuportável para abrir os olhos a uma realidade que não se quer presenciar. O sentimento de desistência reflecte-se na palidez e enregelamento da própria pele que sente dificuldade em ganhar qualquer tipo de conforto nas diversas camadas de roupa que afundam um espírito já por si só pesado... Um peso que se verifica no caminhar, no longo e vagaroso caminhar, que se arrasta por já não sentir o interesse e excitação de outrora. É difícil manter uma expressão dita normal, quanto mais compactuar com as exigências mínimas de sociabilização. São só rostos como tantos outros, máscaras que escondem tantos sentimentos desconhecidos tais como os meus. Mas os outros conseguem. Conseguem participar neste espectáculo que se chama vida e no qual eu não tenho qualquer vocação ou talento de representar. É todo um malabarismo de situações nas quais eu me sinto desajeitada apesar de tentar... Os espectadores riem-se e acham que foi propositado. Apesar de algum embaraço volto a tentar com mais afinco, mas os nervos fazem-me tropeçar e quase caio. Desperto um certo esgar de suspense, mas as gargalhadas permanecem. Reconheço então que, ao contrário de toda a seriedade e preocupação com que encaro a minha função, sou o palhaço de todo este circo. E surge em mim uma certa raiva, uma certa dor. Acima de tudo uma forte apatia por toda esta fantasia real a que chamamos vida. Em que por muito que se treine um ambicioso truque de ilusionismo ou se tenha o dom de domar as mais bestiais das feras, somos engolidos pelo julgamento dos demais e acabamos por cair do trapézio perdendo qualquer tipo de mérito ou reconhecimento pelo qual tanto se lutou...
Hoje foi só um dia infeliz, amanhã há mais.
So give me hope in the darkness that I will see the light
Cause, oh, they gave me such a fright
8.1.18
31.12.17
It feels like I only go backwards.
I was trying really hard to focus on a positive mindset for the new year, the internet will probably come back, I was hoping to go to Porto and Aveiro for the only week I have free and everything seemed like it was finally getting into place, that I had an oppportunity to start the year on a good and happy note. And when I embraced that positive thought and didn't mind to get my hopes high, life had to fuck everything like usually... I woke up this morning with a freaking pain in my chest and back and I could barely breath... I started crying because of the stupid bad luck I have. I just hate that I can't control things, my things, I hate that I let myself into thinking that everything will be fine and then everything just gets worse...
Now I'm in bed, in pj, listening and freaking out with all the fireworks because it reminds me of the explosions that happened during the fire, and I get this unsettling thought that any time soon something bad will happen... Like I'm not buried in shit already... I'm just so tired of everything going bad, I don't know how am I supposed to keep a positive mindset when I can't catch a break... I try to motivate myself and focus on the good things, but it's hard sometimes, specially when you try really hard to start over and fight for happiness but shit like sickness just keeps getting in the way...
I know I can't compare myself to others, because everyone has to deal with their own problems, but honestly sometimes I can't stop myself from thinking that some people have everything and I wish I had half of it...
Now while everyone goes celebrate the freaking new year I'll just go google how to not feel sorry for myself when everything sucks. Bye.
17.12.17
197.
I hate to be so weak… I hate that I miss them
so much I can’t live properly and make them proud of me even though they’re not
here anymore… I hate that I can’t overcome the loss of the only people that not
only made me feel safe but also made me feel I could conquer my fears. I hate
that our story is fading away as time passes. I hate that I keep overthinking
supposed signs that keep appearing and I don’t know how to interpret them… I
hate that I don’t have my grandparents wisdom and love to guide me through dark
times anymore… I hate that I can’t be with them anymore and hug them so tight
we could merge into only one soul. I hate that I miss them so much and I can’t
do anything about it…
Há bocado encontrei este postal que me escreveste pelo meu oitavo aniversário... Dez anos antes de morreres, sem sequer poderes cumprir a tradição de me presenteares com os postais de anos mais bonitos e simbólicos do mundo no meu décimo oitavo aniversário, aquele que me lembro de ter sido o mais triste de sempre... Hoje encontrei este e desatei a chorar porque é inevitável não sentir tanta tristeza cada vez que me apercebo que não estás cá, que não é apenas a distância de quilómetros a separar-nos, mas sim uma distância para além de física... Mas também porque o nosso pinheiro mais cedo ou mais tarde será deitado abaixo... Aquele que me lembro de ter sido o meu primeiro e maior medo de sempre, que me preenchia as noites de pesadelos tumultuosos e acordavam as noites de cá de casa com gritos e lágrimas da minha parte e ninguém entendia porquê... Ninguém a não ser tu! Parece que foi ontem que te sentaste comigo e quiseres ter uma conversa séria comigo, uma conversa que se tornou num dos momentos de maior união e cumplicidade entre nós. Entendeste os meus medos, explicaste-me a importância da natureza, ajudaste-me a tornar um momento tão difícil num dos mais bonitos de sempre. Atribuíste o meu aniversário ao pinheiro e conferiste-lhe uma idade. Aquilo que era o maior monstro da minha vida tornou-se num dos nossos melhores amigos!
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar...
Infelizmente, esse que foi um dos maiores símbolos da nossa relação de avô-neta mais cedo ou mais tarde será abatido. A vida dele, tal como a tua, estará prestes a chegar ao fim e mais do que nunca lembro-me de ti... É como se a ausência deste pinheiro gigante fosse realçar ainda mais o impacto da tua ausência na minha vida. Uma ausência que custa tanto a suportar...
4.12.17
Estou farta!!!!!!!
Estou farta de tudo! Estou farta de ter que depender de tudo e todos, para fazer o que seja, principalmente de depender dos meus medos! Estava tão entusiasmada com a formação e agora só vejo desvantagens nisto, só me está a trazer chatices e dores de cabeça! Passei a sexta e o fim-de-semana numa pilha de nervos porque a carta não veio a semana passada e hoje também não veio! Lá porque não tenho emprego não significa que não precise de tratar do resto da minha vida! Estou farta que as pessoas não se preocupem mais em ser profissionais e responsáveis e depois exijam isso dos outros, estou farta que não se cumpram prazos, que não se informe ninguém de nada, que seja tudo tratado de qualquer forma, não há regra nenhuma em nada e cada um anda à deriva da merda que os outros fazem! Estou farta de não ter coragem para nada e não conseguir ganhar o mínimo de independência que preciso! Estou farta de não ter controlo sobre nada de nada! Estou farta de sentir que só recuo quando todo o mundo parece andar para a frente, estou farta de sentir que preciso de mais e não conseguir fazer nada por isso! Estou farta de sentir que estou num colete de forças permanentemente e que estou no meio de uma multidão, com uns a empurrar-me para a frente, outros para trás e eu acabo por não sair do mesmo sítio e a ficar cada vez com menos espaço para respirar! Estou farta de ser tão fraca que à mínima coisa desato a chorar e a pôr-me ainda mais para baixo! Estou farta de me sentir enclausurada nesta terra que cada vez me diz menos e sentir-me cada vez mais longe da saída! Estou farta que esteja tudo tão errado comigo e eu não consiga corrigir nada! Estou farta de tudo, só quero poder carregar no botão de desistir e nem isso consigo... Quem me dera que amanhã não houvesse mais.
21.11.17
when you try your best, but you don't succeed
If you never try you'll never know
Just what you're worth
...
O pior é quando tentamos, tentamos, tentamos,
mas no fim só nos apercebemos que não valemos nada de nada, de nada, de nada...
17.11.17
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