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13.12.14

Introspecção.

Antes de ir para a universidade eu morria de medo de tal decisão e mudança na minha vida, principalmente por ter que me debater com o desconhecido (cidade nova, pessoas novas, locais novos) com o qual nunca lidei muito bem a acumular com as responsabilidades todas que isso acartava (fazer comida, tratar da casa, cuidar de mim no geral). No entanto, lutei pelo meu sonho, enfrentei medos e algumas controvérsias familiares que surgiram e, mesmo quando chegou a hora de entrar no elevador daquele que viria a ser o meu prédio durante pelo menos os próximos 3 anos da minha vida, já depois de os meus pais e irmãos entrarem no carro para fazer a viagem de retorno ao nosso lar, eu desatei a chorar e aqueles segundos entre o rés-do-chão e o 3º andar foram os mais sufocantes da minha vida. Os pensamentos de desespero e desistência assolaram a minha mente, entre inúmeras lágrimas, a vontade de pegar no telemóvel e pedir-lhes que voltassem atrás e me levassem com eles, que eu jamais seria capaz de tomar conta de mim num local que eu desconhecia sem ter qualquer ajuda amiga, foi absoluta. No entanto, respirei fundo e um simples pensamento demoveu-me de tal acção:"se toda a gente que passa por isto consegue, porquê que eu não hei-de conseguir? se eu desistir neste momento o que me garante que o que vem em vez disto é melhor ou mais fácil de lidar?". Entrei no apartamento, liguei o computador e a televisão e passei a tarde toda a tentar não me sentir sozinha com as inúmeras vozes que saíam desses aparelhos.
O primeiro ano foi simplesmente maravilhoso. A adaptação correu melhor do que alguma vez imaginei, a cumplicidade e camaradagem que surgiu naturalmente com as pessoas que me acompanharam ao longo desse tempo foi fascinante e, até os professores pareceram mais simpáticos do que as histórias de monstros que ouvia de outras pessoas antes de eu própria entrar na universidade. 
Com o segundo ano veio uma desilusão amorosa e um certo desânimo que se prolongou até ao terceiro ano onde, a acumular, surgiram dificuldades em cadeiras que ficaram por fazer. 
Este ano, com essas cadeiras da licenciatura, decidi especializar-me ainda mais fazendo também o mestrado na mesma área. Reuni forças, a desilusão amorosa foi-se esbatendo deixando apenas tristes memórias e a paixão pela área de estudos foi-se reacendendo pelo facto de poder partilhar de experiências de editores que perderam um bocadinho do seu tempo para ir às nossas aulas esclarecer-nos melhor sobre as diferentes áreas da edição (algumas que eu própria nunca tinha pensado e que me fascinaram), com demonstração das próprias obras que eles editaram e publicaram, explicando sempre as dificuldades mas também o prazer que é criar um objeto simplesmente arrebatador que fez parte de toda a minha vida: o livro!
Apesar de algumas dificuldades e obstáculos, sei que tenho que me concentrar fundamentalmente na paixão e em toda a magia que há nesta área e, peça a peça, ir construíndo o meu percurso sem pressas nem demasiadas preocupações, porque é isto mesmo que eu quero! Quero concluir a minha licenciatura e o meu mestrado o melhor possível, quero ir para estágio, aprender o máximo e dar o máximo de mim nessa experiência, quanto ao resto, logo se vê! Muitas vezes fazer planos em situações que não podemos simplesmente controlar são o pior plano possível, porque saíndo tudo ao contrário daquilo que tínhamos perspectivado não nos deixa ver alternativas que, por vezes, são o melhor para nós!

25.10.12

Diz que...

O Danny tem uma paciência de santo para aturar os meus dramas!! Mas fez-me bem falar com ele, é bom ter uma perspectiva máscula sobre tudo isto, principalmente quando ele conhece bem e dá-se bem com o ursinho!

17.10.12

Eu vou falar com ele.

Estou farta de me deixar dominar por medos. Prefiro arrepender-me de fazer (ou se calhar não, experiências são sempre boas mesmo que más.) mas seguir em frente de consciência tranquila do que continuar nesta ansiedade de não saber nada porque também não tenho coragem de enfrentar a vida. Vou falar com ele. Se for um "sim", pois então eu serei a pessoa mais feliz deste mundo, se for um "não" vai custar muito, muito mesmo. Mas vou poder seguir em frente e aprender com isto. Agora é só ver quando lhe dá mais jeito, estar frente a frente com ele e dizer a derradeira palavra que todo o mundo algum dia diz. Rezem por mim, sim? :)

15.10.12

Eu não sei o que fazer...

Fiquei desolada quando chegaram as 18h e não o vi, quando a aula começou e eu não o vi. Mas o meu coração parecia dar uma festa quando ele entrou pela porta da sala! Foi impossível esconder um sorriso. Ele estava ali. Passadas duas semanas eu ia finalmente voltar a olhar os seus olhos, a ouvir a sua voz, a sentir a presença dele no mesmo espaço em que eu permanecia. Ele leu o texto dele primeiro e cada sílaba se penetrou no meu ouvido de tal forma como se há muitos anos eu fosse surda e finalmente começasse a ouvir. Depois foi a minha vez. Os nomes das minhas personagens eram semelhantes aos nossos e o enredo, bem o enredo tinha um fundo de verdade. Eu acho que ele ficou preocupado porque durante largos segundos houve risadas gerais no entanto, o seu semblante continuava algo sério e até melancólico. Toda a demais gente prosseguiu a ler os respectivos textos. Juro que não ouvi mais nada. Aproveitei os que estavam ler atrás de mim para poder olhar para ele sem levantar suspeitas. Houve um momento até que juro que trocámos olhares. No fim, vim sempre à frente dele, a conversar com as J.'s como se ele ali não estivesse. Custou-me respirar até! Não sei como me olhava. Sei que uma das J.'s me perguntou no fim se eu estava chateada porque, segundo ela, ele vinha a andar como quem se tentava aproximar e eu não dei a mínima importância e despedi-me com um breve mas sentido adeus. Até daqui a uma semana, talvez.

Isto era digno de vir para aqui, mas não se trata de simples texto. É a realidade de hoje.
Eu amo-te.