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19.1.17

em aceitar os defeitos.

Andava hoje a vasculhar algumas caixas com desenhos que fiz certamente há mais de 10 anos, quando encontrei uma pasta com trabalhos de EVT. Entre os quais existiam alguns desenhos com uma cara. Perdi o meu tempo a olhar para aquele retrato e, uma vez que a minha mãe se encontrava ali perto, perguntei-lhe:"esta serei eu?". A minha mãe ficou na dúvida, até porque a cara, apesar de familiar, não tinha óculos. Ao observar atentantamente reparei numa simples marca. Um sinal no queixo. O sinal no queixo. Aquele que ao longo de todos estes anos sempre me fez sentir um pouco mais feia, como se de um obstáculo se tratasse para mostrar uma pele pura e perfeita. Pele essa que estou longe de ter e não apenas por causa desse sinal. 
No entanto, hoje ao olhar para aqueles desenhos, senti-me de certa forma pensativa pelo facto de algo que nunca gostei e nunca quis ter em mim, ter sido a única coisa que me fez reconhecer. A única coisa que me deu uma identidade própria. 
Um defeito que me deu feitio. Ora pois não será assim tanto um defeito, não é verdade? Uma pequena marca fez-me sentir aliviada por haver características em mim que, boas ou más, são minhas. Conferem-me uma personalidade e singularidade.
E, apesar de tudo, apesar de fazermos parte de massas e modas, é reconfortante sentir que há algo que nos distinga dos demais.

15.1.17

agora, abraça-me.


1.1.17

Resoluções de 2017:

1. Arranjar emprego;
2. Perder (pelo menos) 10 kg;
3. Fazer a operação de redução do peito;
4. Continuar a conduzir (pelo menos uma vez por semana);
5. Continuar a publicar vídeos no canal do youtube (pelo menos um por semana);
6. Enviar (pelo menos) 5 postais por mês no postcrossing;
7. Ler (pelo menos) 24 livros;
8. Ser feliz.