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13.10.17

someday.

29.9.17

This.

28.9.17

ansiedade antecipatória.

Toda a minha vida senti em inúmeras situações um medo enorme do novo, do inesperado, da mudança. Desde as mudanças de escola (básica para ciclo, ciclo para secundária, secundária para universidade), ter que interagir com pessoas desconhecidas, conhecer locais novos, enfrentar obstáculos naturais do crescimento inerente a um ser humano (conduzir, arranjar emprego, etc.). Todos estas situações nutriam em mim uma relutância enorme, a minha cabeça enchia-se de mil e um cenários que podiam levar a um desfecho terrível e isso fazia com que eu quisesse evitar e fugir de tudo aquilo que sentia que me podia fazer mal. No entanto, eu sempre tive plena consciência de que a maioria destas coisas eram coisas naturais de se ter que enfrentar, coisas pelas quais toda a gente passava na vida, eu tinha consciência de que eu própria não era menos que os outros para não as fazer, mas por algum motivo eu não conseguia tomar a iniciativa, o primeiro passo. E este motivo sempre foi algo que me meteu muita confusão, eu própria não entendia porquê que a minha mente assumia controlo das minhas acções ao ponto de não as querer realizar, tanto eu como as pessoas à minha volta explicávamos isto com inúmeros adjectivos: que eu era medricas, preguiçosa, desleixada, tímida, incapaz, anti-social, insegura, cobarde entre muitos outros que podem ter um bocadinho de influência, mas que ontem foi finalmente diagnosticado: ansiedade antecipatória.
Assim que a psicóloga disse estas palavras e explicou o conceito, tudo fez sentido na minha cabeça. Vim para casa, contei à minha mãe, pesquisei na internet, mas por algum motivo, só hoje de manhã é que isto realmente me despertou algo. E neste momento estou a escrever este texto e a chorar imenso, porque é tão estranho algo que me acompanhou a vida toda, mas que nunca fez muito sentido para mim porque não tinha noção da razão de ser desta minha maneira de pensar, de um dia para o outro ter-se tornado numa realidade concreta. Algo com um nome. Algo que existe de facto e que justifica completamente os meus comportamentos ao longo da vida. Mas, se por um lado me deixa aliviada finalmente saber aquilo que tomou conta da minha cabeça ao longo de 24 anos, por outro torna tudo tão mais assustador... E lá está, acho que isto é mais uma das reacções da ansiedade antecipatória, eu neste momento já estou com medo e a prever coisas que podem nunca acontecer pelo facto de eu sofrer disto, mas a verdade é que tenho medo e é terrível sentir que perco o controlo de tudo e de mim própria. 
Toda a gente me diz que é normal as pessoas terem medo, que uma mudança é assustadora para toda a gente, mas que se tem que enfrentar. No entanto o que para muita gente é normal, para mim simplesmente me paraliza. Para mim não faz sentido uma criança de 4º ano pedir aos pais para chumbar porque tem medo da nova escola, tem medo de mil e uma coisas que possam acontecer de mal. Não faz sentido eu ter medo de combinar saídas com a minha melhor amiga e (na maior parte das vezes inventei mil e uma desculpas para não estar com ela quando isso me fazia sentir a pior pessoa), porque simplesmente não conseguia enfrentar os mil e um cenários que surgiam na minha cabeça, o facto de existirem outras pessoas com quem eu não conseguia conversar, ou por irmos a um sítio novo e desconhecido, ou por simplesmente ter medo que ela já não quisesse ser mais minha amiga). Não faz sentido estar a fazer algo que gosto (por exemplo tocar bateria), mas cada vez que recebo uma nova música para tocar dizer logo que não consigo porque mil e um medos se apoderam de mim. Não faz sentido ambicionar ser alguém na vida e depois não conseguir fazer nada para realizar os meus sonhos e objectivos porque a minha cabeça se enche de tudo o que pode correr mal, de todas as pessoas que posso desiludir, de ter noção que realmente não sou capaz e isso simplesmente me impedir de tomar iniciativas que me fazem andar para a frente com a vida. 
Estes entre muuuuuitos outros exemplos, de grande relevância ou pequena, nunca fizeram sentido para mim, até ao dia de ontem... 

5.9.17

I'm a little bit lost without you.

ou como eu penso logo em ti, passado tanto tempo, num sítio distante do nosso, só porque passou uma das nossas músicas...

29.6.17

Desiderata, Max Ehrmann.

    Go placidly amid the noise and haste,
    and remember what peace there may be in silence.
    As far as possible without surrender
    be on good terms with all persons.
    Speak your truth quietly and clearly;
    and listen to others,
    even the dull and the ignorant;
    they too have their story.
    Avoid loud and aggressive persons,
    they are vexations to the spirit.
    If you compare yourself with others,
    you may become vain and bitter;
    for always there will be greater and lesser persons than yourself.
    Enjoy your achievements as well as your plans.
    Keep interested in your own career, however humble;
    it is a real possession in the changing fortunes of time.
    Exercise caution in your business affairs;
    for the world is full of trickery.
    But let this not blind you to what virtue there is;
    many persons strive for high ideals;
    and everywhere life is full of heroism.
    Be yourself.
    Especially, do not feign affection.
    Neither be cynical about love;
    for in the face of all aridity and disenchantment
    it is as perennial as the grass.
    Take kindly the counsel of the years,
    gracefully surrendering the things of youth.
    Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
    But do not distress yourself with dark imaginings.
    Many fears are born of fatigue and loneliness.
    Beyond a wholesome discipline,
    be gentle with yourself.
    You are a child of the universe,
    no less than the trees and the stars;
    you have a right to be here.
    And whether or not it is clear to you,
    no doubt the universe is unfolding as it should.
    Therefore be at peace with God,
    whatever you conceive Him to be,
    and whatever your labors and aspirations,
    in the noisy confusion of life keep peace with your soul.
    With all its sham, drudgery, and broken dreams,
    it is still a beautiful world.
    Be cheerful.
    Strive to be happy. 

17.4.17

vício.

Everything should be fine
You'll find things tend to stand in line
It's but a link in time
But I'm sure you'll let me try

10.4.17

a monday smile.

Se todas as segundas fossem agradáveis, produtivas, quentes e com tão boas notícias, então começar a semana seria sempre um prazer!


18.3.17

primeiro escaldão do ano.

E como é irónico ficar esturricada pelo sol a construir um telheiro para a minha varanda ficar acolhida nos dias de chuva. Foi um dia produtivo, um dia bom!

13.3.17

avada kedavra.




 Steak 'n Shake . Funicular . Ribeira . Cremosi . Felicidade

5.3.17

I want to be okay.

Tenho-me tentado manter forte, motivada, bem-disposta. Não neste momento... Um estrondoso sentimento de solidão apoderou-se de mim. E com ele as saudades... Sinto falta das pequenas coisas que me faziam feliz só porque sim. Do parque que me motivava a caminhar e sentir o peso largar-me aos poucos. Mais o psicológico que o físico, apesar de ajudar nos dois. Do sol, de um dia bonito e poder partilhá-lo com pessoas. Mesmo que desconhecidas. Sinto saudades de explorar e conhecer locais novos, fosse uma rua, um café rústico, um gato curioso...
E agora que penso nisso, que sinto uma falta tremenda dessas coisas, é irónico pensar que em tempos tive tanto medo de as enfrentar... Tinha receio de me perder, isolava-me do desconhecido e escondia-me da felicidade.
E o pior de me sentir tão em baixo, é o facto de não conseguir arranjar forças para procurar uma solução, o que quer que seja... O medo apodera-se de mim e a insegurança faz-me recuar. 
Sinto-me só, perdida, sem um sinal que seja que me guie... Sinto-me cansada deste cansaço oco.
Já não anseio aquilo que nunca tive, já só quero o que conheci e me fez feliz. 

“If there's one thing I've learned, it's this: We all want everything to be okay. We don't even wish so much for fantastic or marvelous or outstanding. We will happily settle for okay, because most of the time, okay is enough.”
- David Levithan, Every Day.

25.2.17

little miss sunshine.

A real loser is someone who's so afraid of not winning he doesn't even try.

19.1.17

em aceitar os defeitos.

Andava hoje a vasculhar algumas caixas com desenhos que fiz certamente há mais de 10 anos, quando encontrei uma pasta com trabalhos de EVT. Entre os quais existiam alguns desenhos com uma cara. Perdi o meu tempo a olhar para aquele retrato e, uma vez que a minha mãe se encontrava ali perto, perguntei-lhe:"esta serei eu?". A minha mãe ficou na dúvida, até porque a cara, apesar de familiar, não tinha óculos. Ao observar atentantamente reparei numa simples marca. Um sinal no queixo. O sinal no queixo. Aquele que ao longo de todos estes anos sempre me fez sentir um pouco mais feia, como se de um obstáculo se tratasse para mostrar uma pele pura e perfeita. Pele essa que estou longe de ter e não apenas por causa desse sinal. 
No entanto, hoje ao olhar para aqueles desenhos, senti-me de certa forma pensativa pelo facto de algo que nunca gostei e nunca quis ter em mim, ter sido a única coisa que me fez reconhecer. A única coisa que me deu uma identidade própria. 
Um defeito que me deu feitio. Ora pois não será assim tanto um defeito, não é verdade? Uma pequena marca fez-me sentir aliviada por haver características em mim que, boas ou más, são minhas. Conferem-me uma personalidade e singularidade.
E, apesar de tudo, apesar de fazermos parte de massas e modas, é reconfortante sentir que há algo que nos distinga dos demais.

1.1.17

Resoluções de 2017:

1. Arranjar emprego;
2. Perder (pelo menos) 10 kg;
3. Fazer a operação de redução do peito;
4. Continuar a conduzir (pelo menos uma vez por semana);
5. Continuar a publicar vídeos no canal do youtube (pelo menos um por semana);
6. Enviar (pelo menos) 5 postais por mês no postcrossing;
7. Ler (pelo menos) 24 livros;
8. Ser feliz.