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4.12.17

Estou farta!!!!!!!

Estou farta de tudo! Estou farta de ter que depender de tudo e todos, para fazer o que seja, principalmente de depender dos meus medos! Estava tão entusiasmada com a formação e agora só vejo desvantagens nisto, só me está a trazer chatices e dores de cabeça! Passei a sexta e o fim-de-semana numa pilha de nervos porque a carta não veio a semana passada e hoje também não veio! Lá porque não tenho emprego não significa que não precise de tratar do resto da minha vida! Estou farta que as pessoas não se preocupem mais em ser profissionais e responsáveis e depois exijam isso dos outros, estou farta que não se cumpram prazos, que não se informe ninguém de nada, que seja tudo tratado de qualquer forma, não há regra nenhuma em nada e cada um anda à deriva da merda que os outros fazem! Estou farta de não ter coragem para nada e não conseguir ganhar o mínimo de independência que preciso! Estou farta de não ter controlo sobre nada de nada! Estou farta de sentir que só recuo quando todo o mundo parece andar para a frente, estou farta de sentir que preciso de mais e não conseguir fazer nada por isso! Estou farta de sentir que estou num colete de forças permanentemente e que estou no meio de uma multidão, com uns a empurrar-me para a frente, outros para trás e eu acabo por não sair do mesmo sítio e a ficar cada vez com menos espaço para respirar! Estou farta de ser tão fraca que à mínima coisa desato a chorar e a pôr-me ainda mais para baixo! Estou farta de me sentir enclausurada nesta terra que cada vez me diz menos e sentir-me cada vez mais longe da saída! Estou farta que esteja tudo tão errado comigo e eu não consiga corrigir nada! Estou farta de tudo, só quero poder carregar no botão de desistir e nem isso consigo... Quem me dera que amanhã não houvesse mais.

2.12.17

currently reading.

"We were close, though. I know we didn't ever go on dates any more, but it's not like we didn't have fun together. (...) We're only halfway through season four of Game of Thrones together, Penny!"

Claramente não escolhi a melhor leitura para me distrair de coisas que me deixam triste...
Watching GoT together was our thing, urgh... :(

30.11.17

bipolaridades.

Epítome deste blog: num dia sinto que consigo conquistar qualquer coisa e no dia a seguir já me sinto mais inútil que uma pedra...

29.11.17

this.

"Learn to love your failures, Marcus, because it is your failures that will make you who you are. 
It is your failures that will give meaning to your victories."
- The Truth About the Harry Quebert Affair, Joël Dicker.

21.11.17

when you try your best, but you don't succeed

If you never try you'll never know 
Just what you're worth
...
O pior é quando tentamos, tentamos, tentamos, 
mas no fim só nos apercebemos que não valemos nada de nada, de nada, de nada...

19.11.17

boys will be boys.

Ainda há-de chegar o dia (ou a noite) em que eu me convença de que não adianta de nada pensar em quem já não pensa em mim... Argh!

11.11.17

currently reading.

Desde pequena que incuti em mim o negativismo. A força do não em todas as premissas do meu ser. Nas mais variadas situações com que era confrontada, desde dar os primeiros passos sozinha enquanto bebé ao pôr o pé no acelerador do carro em adulta, prevaleciam o “não sei, não consigo, não quero”. O medo de falhar foi-se acumulando com o passar dos anos tornando-me numa pessoa absolutamente receosa de tudo… na minha mente tornou-se mais aceitável evitar os confrontos naturais da vida do que simplesmente tentar e ver no que dava, porque o que dava podia ter um desfecho negativo que me iria deixar devastada. As expectativas de alcançar algo positivo tornaram-se cada vez mais altas e ao mesmo tempo mais assustadoras. Sentir que eu ia alcançar algo bom parecia tão impossível que mais valia nem sequer tentar. Uma vez alguém importante disse-me: “Voar é mais difícil… Mas a paisagem é esplendorosa!”. Apesar de ter essas palavras coladas numa parede do meu quarto, sempre me pareceu algo inconcebível, inatingível. Pelo menos para mim… Sempre que tento fazer algo que me faz sentir fora da minha zona de conforto, sinto-me como se de repente estivesse no topo do Burj Khalifa e me dissessem para voar, assim, do nada… Para qualquer um à minha volta o voar assume uma noção de deixar-me levar e ser bem sucedida, no entanto, para mim, o voar assume a conotação de saltar. E saltar implica cair. E nesse momento, nos meus pensamentos, uma queda não é só uma queda. É uma queda com toda a gente a ver e a julgar, uma queda com muitos tombos pelo meio em diversos obstáculos horríficos, uma queda com um chão repleto de espetos aguçados prontos a acentuar toda a minha dor. Dor essa que ainda nem comecei a sentir porque ainda não arredei pé do topo do edifício e do qual decido simplesmente virar costas, descer um andar e ficar à janela a ver toda uma possibilidade de coisas que eu simplesmente não encaro.
 Esta constante fuga impede-me de cair, mas também de voar. Impede-me de ver toda essa paisagem esplendorosa que espera por mim. Essa fuga impede-me de viver!

"The importance of knowing how to fall, remember? 
The important thing is not the fall, because falling is inevitable. 
The important thing is knowing how to get up again. 
And we'll get up again." 
The Truth About the Harry Quebert Affair, p. 249.

2.11.17

23.10.17

but it's not that easy...

Já perdi conta às vezes que tomei banho e me lavei, mas este cheiro a chamuscado continua entranhado o meu corpo, no meu cabelo, na minha roupa... Sei que tenho que reagir, mas agora que me sinto segura e estou sozinha só consigo chorar... Sei que tenho que me acalmar, mas continuo sempre sobressaltada, principalmente quando ouço sirenes... Sei que tenho que me distrair, mas neste momento sinto que sou a pior companhia para os meus amigos... Sinto-me culpada por estar tão em baixo e ao mesmo tempo sinto-me culpada cada vez que solto uma gargalhada, não sei como arranjar forças para seguir em frente...

It's time to let it all go, go out and start again

quinze de outubro de dois mil e dezassete.

A pior noite da minha vida. Aquela que eu cheguei a pensar que seria a última. Nesse fim-de-semana calhou nenhum dos meus irmãos vir a casa, o meu pai que canta no Coral de Sant'Ana tinha ido para um encontro de coros em Aveiro. Em casa permanecíamos apenas eu e a minha mãe, após um GNR nos dizer que estaríamos seguras na mesma... Em constante frenesim sempre a subir e descer escadas, em constante vigia, esta foi a última fotografia que tirei às 19h28: 

As chamas aproximavam-se do nosso terreno a uma velocidade estonteante ajudadas pelo vento tempestuoso propício do furacão Ophelia que varria o nosso país nesse domingo. Gritei para a minha mãe que tínhamos que fugir e nesse preciso momento o céu iluminou-se ainda mais com uma série de explosões. Fomos chamar o vizinho que esgotava forças ao tentar salvar a sua casa e fugimos todos. Voltar para a nossa cidade era impossível, o próprio GNR que há umas horas nos tinha aconselhado já não se encontrava no seu posto. Virámos então no sentido oposto em direcção a Seia. Pelo caminho encontrámos familiares entre outras caras conhecidas, caras essas em pânico e desespero. Na Nacional 17 entre a Chamusca da Beira e a Póvoa das Quartas ficámos parados cerca de duas horas, nós entre dezenas de carros dispersos por 5 filas paralelas numa estrada com apenas duas vias. Ficámos parados com fogo de todas as partes. Atrás de nós permanecia Oliveira do Hospital consumido em chamas e botijas de gás a explodirem. À nossa frente estava Torroselo na mesma situação. Duas horas de profunda agonia e uma derrota segura, à espera que o pior fim chegasse a qualquer minuto. De repente passa um jipe da GNR vindo de Oliveira do Hospital, a toda a velocidade, a berrar com todas as forças:"venham atrás, fujam!". Os bombeiros encontravam-se mais à frente a fazer um esforço por regar ambas as bermas da estrada de maneira a todos os carros conseguirem sair dali. Ainda hoje não sei como não houve um acidente ali, tal era a quantidade de carros, de fumo, de chamas, de postes e árvores a ameaçar cair a qualquer momento. Já não me lembro que horas seriam quando chegámos ao parque de estacionamento do Continente de Seia, mas foi onde ficámos a recuperar do susto, apesar de à nossa frente continuarmos a ver a Serra da Estrela a ser completamente devorada. Lembro-me de ter tentado telefonar para número de casa e ao não dar sinal sentir que tinha perdido tudo. No entanto, tal como tudo naquela noite, também as comunicações tinham sido afectadas. Uma família de cinco em que ninguém sabia de ninguém e todos temíamos o pior. De madrugada, possivelmente duas ou três da manhã, duas raparigas bateram à janela do nosso carro. Andavam à procura de pessoas que tivessem fugido e precisassem de abrigo. Fomos encaminhadas para o pavilhão gimnodesportivo de São Romão onde assim que chegámos nos deram água e comida, registaram os nossos nomes, moradas e contactos. Tínhamos à nossa disposição colchões com cobertores, comida, bebida e muito apoio de protecção social, enfermeiros, psicólogos e muitas outras pessoas. Aos poucos íamos conseguindo comunicar com outras pessoas de fora e ir sabendo do estado da nossa cidade. Os meus padrinhos num acto de extrema coragem tinham ido às 4h da manhã até nossa casa, sem luz e com um fumo irrespirável, apagar chamas que consumiam aos poucos o meu lar e o dos vizinhos. De manhã consegui falar com o meu pai, que entretanto já tinha chegado a Oliveira e tinha ido a nossa casa. Garantiu-me que estava tudo bem, tanto ele, como a casa, como os animais. Por volta do meio-dia a GNR garantiu-nos que já era seguro regressar, no entanto, não nos deixaram sair sem que comêssemos uma refeição quente que nos prepararam. Assim que chegámos, abracei o meu pai com forças que não sabia ainda ter. Até àquele momento, apesar de tudo, não tinha tido ainda um momento de fraqueza como tive ao ver todo aquele cenário negro. Apesar de ter a minha casa praticamente como a deixei, tudo à volta era lastimável. Chorei como se tivesse perdido alguém e, de certa forma, perdi. Perdi todo o verde que existia, perdi toda a natureza que me preenchia de alegria, todas as árvores e flores, todos os pássaros com quem eu muitas vezes tentava comunicar, todo aquele meio circundante que me acompanhou ao longo de 24 anos. Mais tarde descobri uma gata vadia que tinha queimado as patas, o focinho e até a língua. Mais tarde descobri que tínhamos perdido um familiar que tentara fugir, tal como eu e a minha mãe fizemos... Não há palavras para descrever tudo o que aconteceu há uma semana atrás e, infelizmente, posso afimar que só quem passou por aquilo que passámos poderá compreender todo o sofrimento que paira sobre Oliveira do Hospital. Para além de ser uma cidade negra pelas cinzas, é uma cidade negra por todas as fábricas e casas que arderam, é uma cidade negra por tristeza de todas as pessoas que perderam emprego, casa, bens, animais. E acima de tudo, é uma cidade negra por todo o luto que se faz pelas vidas humanas que se perderam. 
Este é o meu testemunho daqueles que foram os piores dias da minha vida, por causa do incêndio de quinze de outubro de dois mil e dezassete em Oliveira do Hospital.

28.9.17

ansiedade antecipatória.

Toda a minha vida senti em inúmeras situações um medo enorme do novo, do inesperado, da mudança. Desde as mudanças de escola (básica para ciclo, ciclo para secundária, secundária para universidade), ter que interagir com pessoas desconhecidas, conhecer locais novos, enfrentar obstáculos naturais do crescimento inerente a um ser humano (conduzir, arranjar emprego, etc.). Todos estas situações nutriam em mim uma relutância enorme, a minha cabeça enchia-se de mil e um cenários que podiam levar a um desfecho terrível e isso fazia com que eu quisesse evitar e fugir de tudo aquilo que sentia que me podia fazer mal. No entanto, eu sempre tive plena consciência de que a maioria destas coisas eram coisas naturais de se ter que enfrentar, coisas pelas quais toda a gente passava na vida, eu tinha consciência de que eu própria não era menos que os outros para não as fazer, mas por algum motivo eu não conseguia tomar a iniciativa, o primeiro passo. E este motivo sempre foi algo que me meteu muita confusão, eu própria não entendia porquê que a minha mente assumia controlo das minhas acções ao ponto de não as querer realizar, tanto eu como as pessoas à minha volta explicávamos isto com inúmeros adjectivos: que eu era medricas, preguiçosa, desleixada, tímida, incapaz, anti-social, insegura, cobarde entre muitos outros que podem ter um bocadinho de influência, mas que ontem foi finalmente diagnosticado: ansiedade antecipatória.
Assim que a psicóloga disse estas palavras e explicou o conceito, tudo fez sentido na minha cabeça. Vim para casa, contei à minha mãe, pesquisei na internet, mas por algum motivo, só hoje de manhã é que isto realmente me despertou algo. E neste momento estou a escrever este texto e a chorar imenso, porque é tão estranho algo que me acompanhou a vida toda, mas que nunca fez muito sentido para mim porque não tinha noção da razão de ser desta minha maneira de pensar, de um dia para o outro ter-se tornado numa realidade concreta. Algo com um nome. Algo que existe de facto e que justifica completamente os meus comportamentos ao longo da vida. Mas, se por um lado me deixa aliviada finalmente saber aquilo que tomou conta da minha cabeça ao longo de 24 anos, por outro torna tudo tão mais assustador... E lá está, acho que isto é mais uma das reacções da ansiedade antecipatória, eu neste momento já estou com medo e a prever coisas que podem nunca acontecer pelo facto de eu sofrer disto, mas a verdade é que tenho medo e é terrível sentir que perco o controlo de tudo e de mim própria. 
Toda a gente me diz que é normal as pessoas terem medo, que uma mudança é assustadora para toda a gente, mas que se tem que enfrentar. No entanto o que para muita gente é normal, para mim simplesmente me paraliza. Para mim não faz sentido uma criança de 4º ano pedir aos pais para chumbar porque tem medo da nova escola, tem medo de mil e uma coisas que possam acontecer de mal. Não faz sentido eu ter medo de combinar saídas com a minha melhor amiga e (na maior parte das vezes inventei mil e uma desculpas para não estar com ela quando isso me fazia sentir a pior pessoa), porque simplesmente não conseguia enfrentar os mil e um cenários que surgiam na minha cabeça, o facto de existirem outras pessoas com quem eu não conseguia conversar, ou por irmos a um sítio novo e desconhecido, ou por simplesmente ter medo que ela já não quisesse ser mais minha amiga). Não faz sentido estar a fazer algo que gosto (por exemplo tocar bateria), mas cada vez que recebo uma nova música para tocar dizer logo que não consigo porque mil e um medos se apoderam de mim. Não faz sentido ambicionar ser alguém na vida e depois não conseguir fazer nada para realizar os meus sonhos e objectivos porque a minha cabeça se enche de tudo o que pode correr mal, de todas as pessoas que posso desiludir, de ter noção que realmente não sou capaz e isso simplesmente me impedir de tomar iniciativas que me fazem andar para a frente com a vida. 
Estes entre muuuuuitos outros exemplos, de grande relevância ou pequena, nunca fizeram sentido para mim, até ao dia de ontem... 

5.9.17

I'm a little bit lost without you.

ou como eu penso logo em ti, passado tanto tempo, num sítio distante do nosso, só porque passou uma das nossas músicas...

29.6.17

Desiderata, Max Ehrmann.

    Go placidly amid the noise and haste,
    and remember what peace there may be in silence.
    As far as possible without surrender
    be on good terms with all persons.
    Speak your truth quietly and clearly;
    and listen to others,
    even the dull and the ignorant;
    they too have their story.
    Avoid loud and aggressive persons,
    they are vexations to the spirit.
    If you compare yourself with others,
    you may become vain and bitter;
    for always there will be greater and lesser persons than yourself.
    Enjoy your achievements as well as your plans.
    Keep interested in your own career, however humble;
    it is a real possession in the changing fortunes of time.
    Exercise caution in your business affairs;
    for the world is full of trickery.
    But let this not blind you to what virtue there is;
    many persons strive for high ideals;
    and everywhere life is full of heroism.
    Be yourself.
    Especially, do not feign affection.
    Neither be cynical about love;
    for in the face of all aridity and disenchantment
    it is as perennial as the grass.
    Take kindly the counsel of the years,
    gracefully surrendering the things of youth.
    Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
    But do not distress yourself with dark imaginings.
    Many fears are born of fatigue and loneliness.
    Beyond a wholesome discipline,
    be gentle with yourself.
    You are a child of the universe,
    no less than the trees and the stars;
    you have a right to be here.
    And whether or not it is clear to you,
    no doubt the universe is unfolding as it should.
    Therefore be at peace with God,
    whatever you conceive Him to be,
    and whatever your labors and aspirations,
    in the noisy confusion of life keep peace with your soul.
    With all its sham, drudgery, and broken dreams,
    it is still a beautiful world.
    Be cheerful.
    Strive to be happy. 

17.4.17

vício.

Everything should be fine
You'll find things tend to stand in line
It's but a link in time
But I'm sure you'll let me try

10.4.17

a monday smile.

Se todas as segundas fossem agradáveis, produtivas, quentes e com tão boas notícias, então começar a semana seria sempre um prazer!


18.3.17

primeiro escaldão do ano.

E como é irónico ficar esturricada pelo sol a construir um telheiro para a minha varanda ficar acolhida nos dias de chuva. Foi um dia produtivo, um dia bom!

13.3.17

avada kedavra.




 Steak 'n Shake . Funicular . Ribeira . Cremosi . Felicidade

5.3.17

I want to be okay.

Tenho-me tentado manter forte, motivada, bem-disposta. Não neste momento... Um estrondoso sentimento de solidão apoderou-se de mim. E com ele as saudades... Sinto falta das pequenas coisas que me faziam feliz só porque sim. Do parque que me motivava a caminhar e sentir o peso largar-me aos poucos. Mais o psicológico que o físico, apesar de ajudar nos dois. Do sol, de um dia bonito e poder partilhá-lo com pessoas. Mesmo que desconhecidas. Sinto saudades de explorar e conhecer locais novos, fosse uma rua, um café rústico, um gato curioso...
E agora que penso nisso, que sinto uma falta tremenda dessas coisas, é irónico pensar que em tempos tive tanto medo de as enfrentar... Tinha receio de me perder, isolava-me do desconhecido e escondia-me da felicidade.
E o pior de me sentir tão em baixo, é o facto de não conseguir arranjar forças para procurar uma solução, o que quer que seja... O medo apodera-se de mim e a insegurança faz-me recuar. 
Sinto-me só, perdida, sem um sinal que seja que me guie... Sinto-me cansada deste cansaço oco.
Já não anseio aquilo que nunca tive, já só quero o que conheci e me fez feliz. 

“If there's one thing I've learned, it's this: We all want everything to be okay. We don't even wish so much for fantastic or marvelous or outstanding. We will happily settle for okay, because most of the time, okay is enough.”
- David Levithan, Every Day.

25.2.17

little miss sunshine.

A real loser is someone who's so afraid of not winning he doesn't even try.

19.1.17

em aceitar os defeitos.

Andava hoje a vasculhar algumas caixas com desenhos que fiz certamente há mais de 10 anos, quando encontrei uma pasta com trabalhos de EVT. Entre os quais existiam alguns desenhos com uma cara. Perdi o meu tempo a olhar para aquele retrato e, uma vez que a minha mãe se encontrava ali perto, perguntei-lhe:"esta serei eu?". A minha mãe ficou na dúvida, até porque a cara, apesar de familiar, não tinha óculos. Ao observar atentantamente reparei numa simples marca. Um sinal no queixo. O sinal no queixo. Aquele que ao longo de todos estes anos sempre me fez sentir um pouco mais feia, como se de um obstáculo se tratasse para mostrar uma pele pura e perfeita. Pele essa que estou longe de ter e não apenas por causa desse sinal. 
No entanto, hoje ao olhar para aqueles desenhos, senti-me de certa forma pensativa pelo facto de algo que nunca gostei e nunca quis ter em mim, ter sido a única coisa que me fez reconhecer. A única coisa que me deu uma identidade própria. 
Um defeito que me deu feitio. Ora pois não será assim tanto um defeito, não é verdade? Uma pequena marca fez-me sentir aliviada por haver características em mim que, boas ou más, são minhas. Conferem-me uma personalidade e singularidade.
E, apesar de tudo, apesar de fazermos parte de massas e modas, é reconfortante sentir que há algo que nos distinga dos demais.

1.1.17

Resoluções de 2017:

1. Arranjar emprego;
2. Perder (pelo menos) 10 kg;
3. Fazer a operação de redução do peito;
4. Continuar a conduzir (pelo menos uma vez por semana);
5. Continuar a publicar vídeos no canal do youtube (pelo menos um por semana);
6. Enviar (pelo menos) 5 postais por mês no postcrossing;
7. Ler (pelo menos) 24 livros;
8. Ser feliz.