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30.10.16

but now days go by.

Fomos a Coimbra assistir ao concerto que o Coral e a Orquestra cá da terrinha deram no Mosteiro de Santa Clara. Já tive a oportunidade de os ver e ouvir em muitas outras circunstâncias, mas desta vez um sentimento de nostalgia apoderou-se intensamente de mim. Assim que começaram a tocar o genérico de Game of Thrones a minha pele arrepiou-se. Uma mistura de pensamentos fundiram-se na minha cabeça e a saudade atingiu-me. Larguei o conforto da minha cadeira, passei por um holofote que me confundiu a vista momentaneamente e permaneci de pé encostada à coluna do mosteiro que se encontrava mais próxima da orquestra. Filmei para a posterioridade, mas aquilo que observei foi momentâneo. Os olhares de cumplicidade entre alguns músicos da orquestra fizeram-me relembrar que também eu já estive do lado de lá, a sentir o nervo miudinho que antecede não só todo o espectáculo, mas também cada música do reportório. Recordei a sensação de felicidade e orgulho que é encontrar uma plateia a aplaudir e levantar-se perante uma música que enche a alma e que foi tocada por nós, pelos nossos instrumentos. Lembrei-me e tive saudades. Apesar de tudo, de ser como sou, de ter uma personalidade que prefere o isolamento, tive saudades de pertencer a algo, com alguém. Tive saudades de criar algo tão bom e contagiante aos outros. Tive.

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