Páginas

6.6.16

e eu sou melhor que nada?

Há uma semana atrás estava eu a percorrer uma montanha-russa de emoções. Ia pela primeira vez ter um encontro com um homem com o qual andava a conversar já há algum tempo e que, aparentemente, estava interessado em mim, na minha personalidade. Dizia que eu era boa rapariga e que tinha vontade de me conhecer e mil e um planos surgiam na mente dele, na minha só o medo de realmente nos encontrarmos. Um medo fundamentado pelo que vem a seguir e pelo que sempre foi a minha pequena experiência com o sexo oposto.
Eram 19h e ele tinha que trabalhar até mais tarde. Disse-lhe que mais tarde não queria porque era a primeira vez que ia estar com ele e não me sentia confortável o suficiente para tal (convenhamos, estamos num século onde raptos, violações, etc, preenchem as notícias diárias). Ele respeitou e saiu mais cedo do trabalho para irmos ao cinema, sendo que depois de sairmos retomou ao trabalho.
Uma semana depois quase que não falamos e das poucas vezes que trocamos alguma mensagem, a conversa mudou completamente de tom. Agora já não sou a rapariga entusiasmante com quem eventualmente se poderia até ter uma relação séria na perspectiva dele. Sou mais um amigo (sim, amigO) com quem ele partilha até que esteve com outras "gajas". 
O porquê desta súbita mudança? O encontro, a materialização da personalidade interessante numa aparência nada interessante. É triste, quase assustador até, a importância que uma cara e um corpo bonitos adquirem nas relações de hoje. É preocupante pensar que se não se corresponde às expectativas de top-model que um homem quer, não se é bom o suficiente para se ter o amor dessa pessoa.
E assim se vai indo... para uns "só" mais uma que não resultou, para outros "ainda" não foi desta que resultou.

«Guys are mostly colorblind nowadays, you just haven't found one yet that can see your colors.» - Jen.

Sem comentários: