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18.3.16

não sei.

Permanece tudo silencioso. Por vezes o elevador quebra o vazio trazendo alguém ao seu abrigo. Alguém que talvez se tenha divertido e bebido até cair, mas encontrou forças para voltar. Quiçá alguém que tenha simplesmente ido numa aventura em busca de estrelas que são camufladas pelas luzes da cidade. Talvez... O ruído cessa e apenas ressoa nos meus ouvidos o triste instrumental que escolhi para me acompanhar neste serão. A ausência de sono une-se ao tormento de ideias que me consomem de forma corrosiva. Um estado inesperado de masoquismo comanda os meus olhos numa busca incessante de algo que sei que não quero ver e sinto-me fraca por não conseguir controlar o que faço neste meio virtual. Sinto os olhos lacrimejar e luto para que esta materialização de sentimentos não ocorra. Uma luta em vão, como todas as outras. Encolho-me num canto desta cama demasiado grande e deixo a noite envolver-me de penumbra. Amanhã é um novo dia. Amanhã há mais. Talvez a tristeza inevitável, talvez uma alegria aparente, talvez a apatia habitual. Talvez...

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