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30.3.15

innocuus.

sou um neologismo. tenho em mim pequenos nadas que vou encontrando perdidos por aí, à medida que percorro um lugar vazio sem saída. sou um tumulto de características sem nexo. sou um conto sem moral. sou a aspiração sem realização. a verdade é que existo sem persistir, mas insisto em existir. sou eu.

ainda sobre o anime:

esqueçam as sugestões da nanalew e o to remember do post anterior, eu já tenho anime para ver até ter netos! yeaaaaaaaaaay

28.3.15

to remember:

animes que quero ver:
- Your lie in April aka Shigatsu wa Kimi no Uso
- The girl who leapt through time aka Toki o kakeru shôjo
- Eden of the east aka Higashi no Eden
- Chihaya furu

Thank you Nanalew for giving me all the animes to see! :D

have you ever been lost?

If you get my name wrong I won’t get pissed off cause I wish I was somebody else

27.3.15

ser o fim de mais um dia.

You are allowed to be alive. You are allowed to be somebody different. You are allowed to not say goodbye to anybody or explain a single thing to anyone, ever.
— Augusten Burroughs

amanhã há mais.

Já vi os três primeiros episódios do anime barakamon, é diferente do 5 cm per second e do the garden of words, também não é muito como o honey and clover, mas estou a gostar. O especial do anime é que me tenho revisto sempre um pouco em cada um dos (poucos) que já vi, seja nalguma personagem, nalgum momento em específico, nalgum pormenor... fiquei apaixonada pela arte visual do 5cm per second e do the garden, adorei as paisagens, os detalhes. Gosto imenso das bandas sonoras, a do 5cm per second tocou-me de forma especial, confesso que adoro os instrumentais de piano, quando era pequena e me sentia triste costumava ir tocar no do meu irmão, ainda que sem propriamente saber tocar... Por acaso tenho pena de nunca ter aprendido. O barakamon basicamente no primeiro episódio fez-me lembrar a terra de Sacões para a qual vou desde que me lembro, em que as pessoas de lá são do mais acolhedor e simpático que pode existir. Uma vez comentei até com a minha mãe que se algum dia eu precisasse de um refúgio, de um escape para encontrar um rumo à minha vida, seria lá. Enfim, tudo isto para dizer que estou a gostar do barakamon, é divertido. Março foi o mês dos animes, apesar de não ter começado a ver este mês, fico feliz por ter retomado. Amanhã há mais.

Barakamon#3.

- I really am no good. At anything.
- It's no good if yer always lookin' up. Wait patiently... And take it once it hits the ground. You find a mess of opportunities fallen below.

Barakamon#2.

"It's now or never. One moment is everything."

26.3.15

Barakamon#1.

"It's just the ocean... Maybe it doesn't look pretty because my heart's gone hard?"

nem sexta-feira, nem 13

ou como o meu dia foi o mote da Lei de Murphy posto em prática:
- as minhas aulas começavam às 9h. A que horas toca o meu despertador? às 9h... (mas yeay 15 minutos académicos... hm, nop!);
- o meu tablet fica sem bateria nas mais prolongadas duas horas de almoço, num dia de chuva;
- a sala dos pc's do melhor departamento da UA (not!) estava trancada;
- fiquei abandonada na última aula do dia e voltei sozinha para casa;
- chego a casa às 19h, cansada que só eu, vou para comer a minha sopa... yup, estava azeda!
- faço ovos mexidos para comer com as duas últimas fatias de pão que me restam... estavam com bolor...
- percorro mil listas do imdb, vejo cenas no youtube, mas não encontro nenhum anime ao nível do 5cm per second ou the garden of words e a única pessoa que me podia ajudar com isso ou não me fala, ou fala-me mal.

ugh. *dies*

e a chuva veio

Exactamente quando eu disse que devia vir...

25.3.15

A faint clap of thunder, clouded skies; perhaps rain comes.

and I know that you won't stay here with me...

insomnia.

O mundo acalma e o ar arrefece. Um bocejo surge do mais profundo abismo dentro de mim. A escuridão apodera-se de corpos fatigados, vidas exaustas de viver. No entanto, o meu subconsciente hoje não anseia por brincar comigo, castiga-me de forma revoltante. Permaneço inerte em busca de algo que teima em não vir. Mais um bocejo. Sinto uma névoa de breve adormecimento nos meus olhos, mas logo de seguida espevitam-se com uma sombra qualquer. Mesmo na penumbra as sombras persistem. A minha mente segue agitada com pormenores que o dia-a-dia não consegue decifrar. Vou tentar uma música suave, apenas instrumental... não, nada! Fiquei inspirada para escrever, quem sabe se ao abandonar tudo o que possui a minha cabeça, esta não voe para outras dimensões. De jeito algum... as assombrações do passado compactuam com as incertezas do futuro e eu envolvo-me nos meus membros em busca de reconforto. Sono onde estás tu? Questiono incessantemente à medida que os minutos descarrilam em horas somadas. Já não sei mais o que tentar para combater isto... as palavras continuam a escorrer como se dentro de mim não houvesse mais espaço para elas. Sinto-me repleta de energia e ao mesmo tempo saudade de dormir. Tento manter-me imóvel, esbater-me no cenário, confundir-me com o momento e, quando dou por mim, estou outra vez a espreguiçar-me tanto quanto consigo, tentando alcançar o inatingível. Talvez a noite que insiste em passar sem me levar com ela...

24.3.15

life goals:

* um dia ter uma família como a dos Shaytards (e já agora o dinheiro que eles têm);

22.3.15

yamanai ame.

Ouvi dizer que és uma sombra cansada e começo a entender-te como uma. Vagueias pelo ar bucólico a teu belo prazer sem quereres que reparem em ti, és tu quem observa. As tuas peculiaridades podem parecer-te algo ausente e deslocado da realidade e, para mim, é essa mesma tua maneira de ser transcendente que me cativa, que me faz querer observar-te e conhecer os espaços mais recônditos da tua personalidade. A desmistificação de alguém como tu não ocorre de forma tão natural quanto um simples inspirar, as amarras que foste criando e o medo que te foi consumindo tornaram-te, apesar de tudo, inacessível a qualquer outra vida. A luta será complexa, vertiginosa até. A minha mente ficará exausta, o meu coração confuso, o meu quotidiano parado. Ainda assim, essa luta será, jamais, em vão...


(isto de escrever a meio do dia é complicado, mas com a música certa as palavras vêm ao sítio.)

what if?

there is freedom waiting for you,
on the breezes of the sky,
and you ask what if I fall?
oh but my darling,
what if you fly?


~ e.h.

21.3.15

you've got a second chance

já não sei o que fazer comigo, queria só falar contigo...
mas deixa-te de merdas, sim?

20.3.15

nostalgia.

A música ressoava na imensidão daquele quarto, daquela divisão que não lhe pertencia. Um espaço tão vazio quanto o interior da sua alma. Não sabia tocar piano, mas a luz vermelha das teclas guiava-a por uma melodia que lhe era demasiado familiar, demasiado triste, demasiado íntima. Sabia de cor cada nota, mesmo sem saber a sua designação, sabia o seu significado, o seu tom e isso bastava-lhe. A efemeridade do som transportava em si memórias imbuídas de passados cansados e deturpados. As imagens cruzam-se nos seus olhos diluídas em lágrimas que são como ondas que não podem ser paradas. O som chega ao fim, mas ela continua a tocar. Não há fim... O preto e o branco confundem-se nos seus dedos, conforme os sentimentos se misturam dentro de si. Alguém a ouve do lado de fora e depreende a mensagem. A música tornou-se no labirinto em que ela se tenta encontrar e perder ao mesmo tempo e algo tão indecifrável não pode ser interrompido senão por ela. No entanto, as suas mãos persistem emaranhadas num som que nunca será desafinado, num som que chega ao fim, mas que nunca dará origem ao silêncio.


Ao som da música do post anterior. Ao som de memórias perdidas no passado, encontradas no presente.

19.3.15

ao adormecer, ao (não querer) acordar.


ou como eu faltei a uma aula de marketing editorial para ficar na cama a ouvir isto (e o resto da banda sonora) de olhos fechados.

13.3.15

bom dia, boa tarde.


If the sun goes down too soon 
Embrace the starry-eyed moon

4.3.15

dos filmes:

eu quero um Baymax só para mim, para me dar abracinhos sem eu ter sequer que pedir. aw.