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15.10.12

Eu não sei o que fazer...

Fiquei desolada quando chegaram as 18h e não o vi, quando a aula começou e eu não o vi. Mas o meu coração parecia dar uma festa quando ele entrou pela porta da sala! Foi impossível esconder um sorriso. Ele estava ali. Passadas duas semanas eu ia finalmente voltar a olhar os seus olhos, a ouvir a sua voz, a sentir a presença dele no mesmo espaço em que eu permanecia. Ele leu o texto dele primeiro e cada sílaba se penetrou no meu ouvido de tal forma como se há muitos anos eu fosse surda e finalmente começasse a ouvir. Depois foi a minha vez. Os nomes das minhas personagens eram semelhantes aos nossos e o enredo, bem o enredo tinha um fundo de verdade. Eu acho que ele ficou preocupado porque durante largos segundos houve risadas gerais no entanto, o seu semblante continuava algo sério e até melancólico. Toda a demais gente prosseguiu a ler os respectivos textos. Juro que não ouvi mais nada. Aproveitei os que estavam ler atrás de mim para poder olhar para ele sem levantar suspeitas. Houve um momento até que juro que trocámos olhares. No fim, vim sempre à frente dele, a conversar com as J.'s como se ele ali não estivesse. Custou-me respirar até! Não sei como me olhava. Sei que uma das J.'s me perguntou no fim se eu estava chateada porque, segundo ela, ele vinha a andar como quem se tentava aproximar e eu não dei a mínima importância e despedi-me com um breve mas sentido adeus. Até daqui a uma semana, talvez.

Isto era digno de vir para aqui, mas não se trata de simples texto. É a realidade de hoje.
Eu amo-te.

1 comentário:

D.Pereira disse...

também me parece um texto digno do teu outro blogue... as vezes acho que tens tanto medo da rejeição que o teu inconsciente afasta-o sem te aperceberes :/ sei que prezas a vossa amizade e tens medo que para ele isso seja impedimento... mas sinceramente acho que devias ganhar coragem e dizer tudo o que vem no coração...