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12.6.11

Previously on Blogo de Notas...

A vontade de chorar foi a mesma que há quatro meses, tentei reter o máximo de lágrimas possível, mas estas três gerações de mulheres tem chorado bastante, é inevitável, uma começa e é quase como que uma corrente indescritível... Por muito que tentemos ser fortes, a falta que sentimos de ti sobrepõe-se a tudo! E então naquele sítio... aquele que tanto nos dizia a nós dois... a mim continua a dizer, sabes? Vou para a fonte e sento-me lá, como antes... Mas agora olho para aquele banco que espera por alguém que já não vem, e sinto vontade de te ver meditar sobre um algo que nunca soube desvendar. Sinto vontade de ouvir o teu timbre de voz, um pouco rouco sábio dos tempos, e já não é possível. Mas nunca o esqueci. Nem os traços do teu rosto. Nem um único segundo dos que passei na tua companhia! Nunca esqueci nada de ti depois da tua morte. Seria suposto? Bem... penso que há coisas que desaparecem da nossa memória sem que consigamos perceber porquê, mas de ti, nunca esqueci nada. E não permitirei esquecer!

No entanto, já me conformei (se é que isso é possível) e cheguei à conclusão que, no sítio onde fazes mais falta, nunca faltarás, que é o meu coração!

Amo-te muito Avô!
10 de Junho de 2011

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